terça-feira, 3 de março de 2015

O SINDIFPI faz parte da luta em defesa da VIDA das Mulheres: 1% do PIB para combater a violência!

Por que aplicar 1% do PIB para o combate a violência contra à mulher?
  
Manifesto do Movimento Mulheres em Luta

O Brasil é o 7º país que mais mata mulheres no mundo fazendo parte da epidemia global que é a violência contra a mulher. A cada 02 horas uma mulher brasileira é morta pela violência machista; a cada 02 minutos 05 mulheres são espancadas e a cada 10 segundos uma mulher é vítima de estupro. Esses dados alarmantes somados com o fato de as mulheres amargaram as piores estatísticas sociais, como ocuparem os piores postos de trabalho e serem a maioria entre a população pobre, fez com o que o Brasil hoje ocupe a 71ª posição no ranking de igualdade de gênero, segundo o Fórum Econômico Mundial, caindo 09 posições de 2013 para cá. 

Mesmo durante o primeiro governo de uma mulher, infelizmente a realidade que vemos é que o combate à violência machista não veio sendo prioridade e não acreditamos que isso se reverta em seu segundo mandato. Apesar de termos tido alguns avanços muito pontuais, Dilma (PT) já demonstrou que não tem compromisso com a vida das mulheres que são submetidas a essa cruel realidade todos os dias, principalmente com as mulheres trabalhadoras, que por sua falta de recursos ficam submetidas a sua própria sorte.

Uma das consequências do enfrentamento a violência machista não ser prioridade é o baixo orçamento destinado a políticas específicas para as mulheres. No ano de 2012, por exemplo, somente com o pagamento de serviços da dívida pública o governo federal desembolsou cerca de R$ 753 bilhões, o que significa que os gastos do pagamento da dívida foram mais de 3.700 vezes maior que o orçamento de 08 anos destinado ao Programa 0156 – Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres. 

Em 2013, o governo gastou quase 100 vezes mais em propaganda (R$ 2,3 bilhões) do que investiu no combate a violência contra a mulher (R$ 25 milhões). Enquanto preferiu encher os bolsos dos banqueiros e capitalistas com o pagamento da dívida pública, gastando com propaganda de um Brasil que só existe na televisão, o governo Dilma anualmente investiu apenas R$ 0,26 por mulher para o combate a violência machista, segundo o ILAESE. Isso demonstra claramente quais foram às prioridades desse governo. 

A Lei Maria da Penha, implementada no ano de 2006 após muita luta dos movimentos sociais, tem se mostrado ineficaz para o combate a violência contra a mulher. Segundo dados do IPEA, a taxas de feminicídio foram de 5,28 por 100 mil mulheres antes da lei para 5,22 depois da lei, ocorrendo apenas uma sutil diminuição no ano de 2007, ano seguinte a sua promulgação, retornando aos índices dos anos anteriores. Ou seja, mesmo que a Lei Maria da Penha tenha significado um avanço jurídico ela não saiu do papel, e um dos principais problemas para sua efetivação é a falta de estrutura para sua aplicação. Hoje, apenas 10% dos municípios brasileiros possuem delegacias da mulher (DEAMS) e pouco mais de 1% tem casas-abrigo, cruciais para que as vítimas tenham o mínimo de auxílio. 

Além disso, a distribuição desse tipo de serviço é extremamente desigual, concentrando em apenas alguns estados e centros urbanos. De acordo com o IBGE, apenas 12 estados possuem centros de referência de atendimento exclusivos a mulheres em situação de violência e apenas 15 informaram a existência de casas-abrigo, sem mencionar que a maioria deles funciona forma precária e sem equipe especializada. A falta de prioridade e o baixo orçamento justifica o fato de não termos uma rede efetiva de enfrentamento a violência contra à mulher e mesmo que a mulher denuncie, ela não tem garantia de amparo. No Rio Grande do Sul, por exemplo, 20% das mulheres assassinadas pela violência machista, tinham medida judicial de proteção. 

O Projeto “Mulher Viver sem Violência”, anunciado em março de 2013 onde a presidenta Dilma se comprometeu em investir R$ 265 milhões em dois anos (2013 e 2014) para a construção e manutenção de 27 prédios da Casa da Mulher Brasileira e na ampliação da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, além de campanhas educativas de conscientização entre outras medidas também não saiu do papel. No final de 2014, nenhuma das 27 casas prometidas foram entregues e pouco se avançou nas outras promessas e além de não cumprir, o projeto em si já é insuficiente, pois concentra o atendimento as capitais e a um número restrito de mulheres. 

Para combater a violência contra à mulher é preciso de investimento público. O PIB brasileiro no ano de 2013 alcançou os R$ 4,84 trilhões, porém atualmente apenas R$ 188.841.517 é destinado para a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), órgão responsável pelo enfrentamento a violência contra as mulheres, sendo que deste valor apenas R$ 151.100.000,00 foi efetivado, representando cerca de 0,003% do PIB.  

A partir de muitos estudos e debates, nós do Movimento Mulheres em Luta achamos possível à aplicação de 1% do PIB para políticas de enfrentamento a violência contra a mulher. Com 1% do PIB destinado a SPM, é possível construir um Centro de Referência em todos os municípios brasileiros, considerando que nas cidades maiores deve-se ter um centro para cada 50 mil habitantes, sendo uma porta de entrada para a assistência da mulher e seus filhos, construir centros unitários onde se concentre todos os serviços de atendimento à vítima em todas capitais brasileiras e nas grandes cidades, com referência de um para cada 1 milhão de habitantes. Também é possível estruturar um Sistema Nacional de Notificação, um serviço que centralize todas as informações sobre esse tipo de violência. Hoje esses dados são subnotificados, não tem um padrão de coleta que precise os números da violência machista no país. Além disso, a realização de campanhas educativas massivas nos meios de comunicação, produção de cartilhas entre outros materiais para a conscientização do combate ao machismo e a violência contra a mulher. 

A partir desse abaixo-assinado, o MML quer exigir do poder público medidas efetivas para o combate a violência contra a mulher. Com essa ferramenta queremos dizer que é possível investir 1% do PIB para políticas específicas para as mulheres e apresentar um projeto de combate a violência contra à mulher que considere a segurança e assistência a vitima de violência, com centros de referências, casas-abrigos, delegacias especializadas com estrutura e equipes bem treinadas e que também considere medidas de prevenção como campanhas de conscientização. Para isso é central exigirmos 1% do PIB para políticas públicas específicas para as mulheres, pois sem orçamento não conseguiremos concretizar e dar resposta a essa realidade cruel que vítima milhares de mulheres todos os dias. 

Junte-se ao Movimento Mulheres em Luta na Campanha por 1% do PIB para o combate a violência contra à mulher, sem investimento não enfrentamos a violência machista!


CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA ACESSAR O  ABAIXO-ASSINADO - 1% DO PIB PARA O COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

  https://docs.google.com/document/d/1l0XPraEBkoOrfFIbI_wZWGugJ9Wr8AforeYcjDbSQAc/edit

Agenda de Mobilizações da Campanha Salarial 2015 do Funcionalismo Público Federal


  • Entre 2 e 6 de março: protocolar a pauta dos docentes das IFE no Ministério da Educação, com cópia para o Ministério do Planejamento, solicitando audiência com o Ministro da Educação;
  • 6 de março: Ato Nacional no Rio de Janeiro e nos estados contra a privatização do SUS e contra a Ebserh;
  • Mês de março: Jornada de lutas dos SPF nos estados, com discussão sobre o indicativo de greve unificada dos SPF;
  • Mês de março: enviar para as Seções Sindicais InformANDES especial, frente e verso, para mobilização da categoria;

  1.  de 16 a 25 de março: rodada de Assembléias gerais das seções sindicais do Setor para:
  2. discutir a mobilização da categoria, atualização da pauta local, SPF e a definição de estratégias de luta e negociação;
  3. discutir e deliberar sobre a construção da greve nas IFE para que seja avaliada na reunião do Setor das Ifes;
  4. Pautar nas assembléias a realização de um dia de paralisação na semana da jornada de lutas dos SPF em abril;
  5. 28 e 29 de março: Reunião do Setor das Ifes em Brasília;
  6. 7 a 9 de abril: Jornada Nacional de Lutas, em Brasília, com a discussão sobre o indicativo de greve dos SPF.

06 de março de 2015: Dia de lutas e paralisações em defesa dos nossos DIREITOS!!! Não vamos pagar pela crise!!!!

Coordenação nacional: resolução sobre conjuntura e atividades

02/03/2015

Vamos derrotar as medidas do governo que atacam os direitos dos trabalhadores. Confira, abaixo, a resolução aprovada na reunião da Coordenação da CSP-Conlutas que ocorreu nesse final de semana.

Proposta de Resolução sobre Conjuntura e Atividades

O aprofundamento da crise política e econômica exige uma resposta classista por parte dos trabalhadores

As últimas semanas foram marcadas pela intensificação da crise econômica e política e por processos de mobilização dos trabalhadores, dentre eles as greves dos servidores do Paraná, dos operários da GM de São José dos Campos, de servidores de várias partes do país e ainda por mobilizações como a dos trabalhadores demitidos do Comperj e a paralisação e bloqueios de estradas realizadas pelos caminhoneiros.


A crise política e um processo de ruptura de massas com o governo e também com o PT

Uma série de fatos políticos nesse início de ano seguem aprofundando a crise política aberta com o escândalo da Petrobras, dentre eles a demissão da diretoria da empresa e a nomeação de um presidente já bastante questionado, a derrota do governo na eleição da Presidência da Câmara dos Deputados, a criação da CPI mista da Petrobras e a imposição de uma pauta legislativa contra a vontade do governo, nesse início da legislatura.

A queda de popularidade do governo Dilma (e de todos os governos estaduais) foi detectada em pesquisas de vários institutos, confirmando o sentimento que identificávamos entre os trabalhadores, nos locais de trabalho, estudo e moradia.

A pesquisa do DataFolha indicou ainda outros elementos: a rejeição aos políticos bateu nos 71%, demostrando o desgaste do regime político e uma queda de 10% na preferência do PT entre os eleitores que tem definição por algum partido político. O PT segue sendo o partido mais reivindicado, mais caiu de 22% para 12% na preferência de quem tem partido.

Há uma indignação entre os trabalhadores, o povo mais pobre e os setores médios, que vem crescendo rapidamente. As medidas de ajuste fiscal e sobretudo os ataques ao seguro desemprego, PIS, pensões, combinado com o aumento da inflação e do custo de vida, o aumento generalizado dos preços dos alimentos e das tarifas, a falta de água e possibilidade de apagão, as demissões e notícias de corrupção, com a Operação Lava Jato, fez crescer enormemente a indignação.

A crise da Petrobras alimenta a crise política, econômica e social, oferece combustível, sem nenhum trocadilho, para a oposição de direita também atacar fortemente o governo. A empresa está sofrendo um forte processo especulativo, obras estão paralisadas, demissões estão ocorrendo entre os trabalhadores terceirizados da empresa.

A capacidade de resposta do governo está reduzida, seja pelo cenário econômico, seja pela erosão de sua aliança com o PMDB e os questionamentos dos “de baixo”. 81% da população acredita que a inflação vai subir e 62% que vai subir o desemprego, ou seja, entendem que a vida vai piorar.

Apesar desse cenário, a política do imperialismo e da maior parte da burguesia, incluindo o PSDB, não é o impeachment neste momento. A política da burguesia é chantagear o governo para que aplique todo o ajuste fiscal e ao mesmo tempo desgastar o PT, preparando a volta do PSDB ao governo.

Existem setores minoritários que falam em deposição do governo, mas isso não se traduz em política real, concreta. Há um chamado pelas redes sociais para o dia 15 de março, que não temos como dimensionar como vai ocorrer e com que peso, nesse momento.

Portanto, o que nos parece “novo” no cenário político não é a política da burguesia em relação ao governo, o que mudou foi o grau de ruptura de setores do movimento de massas, de tamanho, rapidez e intensidade muito importantes.

O cenário econômico  


A crise econômica internacional bateu com mais força no Brasil. A desaceleração e estagnação dos BRICs, a China em particular, o principal importador de produtos brasileiros, combinada com a crise e instabilidade política em importantes países da Europa e da América Latina estão trazendo reflexos importantes para a economia nacional.

A retomada do crescimento da economia americana não tem sido um fator suficiente para reverter a instabilidade econômica global, devido a diversos outros fatores que atuam, dentre eles a queda generalizada dos preços das commodities e do petróleo, que se reflete em todas as economias de maneira distinta.

Há outros elementos importantes de análise política que tem muita importância, dentre eles, a crise na zona do Euro, que combinam desde o escândalo do HSBC, o conflito militar na Ucrânia, a situação política e econômica da Grécia, com a retomada de mobilizações populares. Seguem processos revolucionários e guerras civis no Oriente Médio e no Magreb, a ação de organizações como o Estado Islâmico e Al Qaeda, com reflexos nos países da Europa e nas políticas anti-imigração e contra os povos islâmicos. Na América Latina também estão ocorrendo crises políticas importantes em países como a Venezuela, Argentina, México e Peru, dentre outros. Esses temas estão a nos exigir um debate com o tempo necessário e não poderão ser desenvolvidos no âmbito dessa resolução.

No Brasil os reflexos da situação econômica já são sentidos na retomada da inflação e na geração de empregos. De dezembro de 2014 para janeiro deste ano, o desemprego subiu 1% nas seis maiores regiões metropolitanas do país, alcançando o patamar de 5,4% de desempregados nessas regiões, com todas as distorções das fórmulas de cálculo desses índices.

A resposta patronal tem sido descarregar todos os efeitos da crise nas costas dos trabalhadores, com demissões, retirada de direitos e a transferência ou mesmo fechamento de empresas, em alguns casos.

A resposta do governo federal que, embora reeleito, saiu muito enfraquecido das urnas, tem sido a adoção de medidas de austeridade, arrocho fiscal, cortes no orçamento, pacotaços, medidas de flexibilização na legislação trabalhista e previdenciária, que também afetam de maneira muito forte os trabalhadores e o povo pobre. Tudo isso buscando retomar a confiança dos mercados.

Essas medidas, apoiadas no atacado por todos os setores da grande burguesia, seja financeira, agrícola, industrial e de outros setores, não tem sido suficientes para estancar a crise política  do “novo” governo, que segue perdendo popularidade.

Para os trabalhadores, os reflexos variam de região a região, de categoria a categoria, mas afetam todos os setores, em todo o país, refletindo nas economias de estados, municípios e nos mais diversos ramos da economia.

A crise hídrica e energética segue se aprofundando e mais medidas de contenção, cortes de fornecimento e racionamento seguem na pauta dos governos, afetando não só as populações das regiões periféricas, mas também já grandes centros urbanos.

Uma resposta classista para a crise

Há um sentimento de indignação amplo entre os trabalhadores com as medidas que o governo federal tem adotando, que atacam fortemente a classe e, em particular, setores mais pobres. As MPs 664 e 665 são o exemplo mais acabado, ao retirarem direitos de viúvas, desempregados, familiares de presos, doentes.

A polarização cada vez mais aberta entre o governo e a oposição de direita reafirma a necessidade política de construção de um campo de luta, independente do governo e da direita, que se apoie nas mobilizações da classe trabalhadora, para levantar um programa e lutar em defesa do emprego e dos direitos ameaçados.

Nesse momento exige ações concretas, um dia de paralisação nacional unitário, em torno das reivindicações comuns e que possam unificar, ao máximo, as organizações dos trabalhadores.

A política da CUT e de outros setores governistas, lamentavelmente, conduze a classe a um abismo. Dizem rejeitar aspectos da política econômica do governo mas, ao mesmo tempo em que se perdem num emaranhado de negociações, chamam a mobilizar em defesa do “projeto vitorioso nas urnas” e que se “combate a crise com o crescimento econômico e democratização das políticas públicas”, como se a política do governo Dilma fosse diferente da política geral do PT e do bloco no governo.

Existem crises e choques no interior do PT e da CUT mas, por incrível que pareça, sequer são capazes de exigir a saída dos ministros da Fazenda ou da Agricultura, o que já seria algo bem rebaixado depois de 12 anos de governo da frente popular.

Existem também tensões entre os setores burgueses, uma briga no varejo para ver quem leva mais subsídio do governo, se mais para um setor, menos para outro, mas no atacado todos defendem o Ministro Levy e o ajuste fiscal.

Nós devemos explorar essas contradições e lutar pela retirada das MPs 664 e 665, do PL 4330 da terceirização e, inclusive, tentar brecar a reforma política reacionária que começou a tramitar.

A greve geral se coloca como necessidade e tarefa nessa conjuntura

Um chamado à unidade para construir um dia de paralisação nacional rumo à greve geral!

Nesse sentido, a reunião da Coordenação Nacional da CSP Conlutas aprova um chamado amplo de unidade para lutar, dirigido em especial às centrais sindicais majoritárias e demais organizações sindicais e populares do nosso país. Caberá à Secretaria Executiva Nacional dar os encaminhamentos concretos dessa resolução.

Esse chamado passa por exigir a saída das centrais das negociações em torno das MPs (como foi aprovado pelo Fórum das centrais de Minas Gerais) e agora, também, de uma nova reforma da previdência, tema que foi introduzido na última reunião das centrais com o Ministro da Previdência. Nessa reunião, como alternativa ao fator previdenciário, foi ressuscitado o fator 85/95, também prejudicial aos trabalhadores e, em alguns casos, mais perverso que o fator previdenciário.

Não podemos aceitar a manobra do governo e embarcar no jogo de discutir o tamanho da perda que aceitamos, sem lutar e mobilizar os trabalhadores.

A segunda exigência é a unificação dos calendários de luta e mobilização. A dispersão das forças da classe trabalhadora só favorece os patrões e os governos.

O terceiro aspecto é a construção de uma plataforma mínima comum de luta, não imposta a nenhum setor, mas com a disposição sincera de construir mobilizações unitárias, o que inclui, no seu centro, a luta contra o ajuste fiscal e as reformas dos governos federal, estaduais e municipais. Isso se traduz na luta pela revogação das MPs 664 e 665, pelo arquivamento do PL 4330 das terceirizações, pelo fim das demissões e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, em defesa da Petrobrás 100% Estatal e a exigência de punição, confisco dos bens e prisão de todos os corruptos e corruptores, desde o governo FHC, contra os cortes no orçamento das verbas destinadas às áreas sociais e pela suspensão do pagamento da dívida pública aos banqueiros.

Essa plataforma mínima será levada às centrais para a construção de um acordo para a mobilização. Portanto, não inclui todas as reivindicações de nosso plano de lutas. Da parte da CSP Conlutas seguiremos defendendo as propostas contidas em nosso plano, junto aos trabalhadores, fazendo ampla agitação dessas propostas com os nossos materiais próprios e das nossas entidades filiadas.

No dia 6 de março vamos realizar um dia de luta, com paralisações e manifestações, as mais amplas possíveis


A Coordenação Nacional da CSP Conlutas convoca e chama a todas as organizações sindicais e populares a realizamos um dia de luta e paralisações no dia 6 de março e delega à sua SEN a elaboração de um manifesto que traduza a política da Central para a grave crise que estamos vivendo.

Nessa data queremos (e vamos) paralisar setores importantes, como as bases da construção civil de alguns estados, vamos buscar ampliar e fazer ações de massas e também construir paralisações, mesmo que parciais nas bases de setores sindicais, do movimento operário e do funcionalismo público e em todos os setores em que for possível realizar ações. Onde não for possível realizar ações de massa, propomos que sejam organizadas atividades de agitação, em locais públicos de e as ações possíveis de serem realizadas, como cortes de ruas, estradas etc.

Em algumas cidades estão sendo antecipados os atos comemorativos do dia internacional da mulher para a sexta, dia 6, e essas atividades devem ser incorporadas ao dia de mobilização.


No dia 6, devemos fazer uma ampla agitação de nossas reivindicações e destacar a plataforma mínima de exigência às centrais para a construção da greve geral (contra a juste fiscal, revogação das MPs 664 e 665, contra o PL 4330, pelo fim das demissões e demais reivindicações).


No dia nacional de luta levantaremos um chamado a todas as centrais e movimentos para que construamos uma greve geral para derrubar as medidas do ajuste fiscal.


Embora próximo, o dia 6, já há um grau de preparação deste dia nesses vários setores. Há processos de mobilização amplos entre os trabalhadores da educação, nacionalmente, de movimentos populares, de servidores públicos e categorias em campanhas salariais.

Vamos buscar convergir as iniciativas para o dia 6 e fortalecer as atividades já propostas nas entidades.

Nesse sentido, ganha peso em particular o ato nacional convocado para o Rio de Janeiro, no dia 6 de março, que vai contar com caravanas de todo o país, organizados principalmente pela Fasubra e pelo Andes SN. O ato tem como mote a luta contra a privatização dos serviços públicos, dos hospitais universitários e contra a Ebserh.


Construir um plano de ação rumo à greve geral

O dia 6 de março deve ser encarado como o ponto de partida de uma jornada de mobilizações, que busque coordenar e ampliar as mobilizações em curso, envolver amplamente os mais diversos setores da juventude, movimentos populares, além das categorias organizadas nos sindicatos. Não será ainda um dia de paralisações com o peso necessário para derrotar os duros ataques que nossa classe vem sofrendo.

Mas ganha importância para demarcar uma posição de classe aos atos programados para os dias 13 e 15 de março, capitaneados pelos setores governistas e pela oposição de direita, respectivamente.

Para avançar na construção de um real plano de lutas unificado devemos impulsionar a realização de reuniões, plenárias ou encontros setoriais, regionais e estaduais.

Esses encontros devem ser amplos e abertos aos mais diversos setores dispostos a impulsionar a unidade de ação, não se restringindo às entidades do Espaço de Unidade de Ação, e nosso esforço deve se dirigir para incorporar outros sindicatos, centrais, movimentos populares e de juventude.

Devem ser encontros abertos à base e dirigidos a coordenar e unificar as lutas contra o ajuste fiscal dos governos federal, estaduais e municipais e contribuir, dessa forma, para a construção de uma alternativa à falsa polarização entre o governo do PT e a oposição de direita.

No mês de março e abril diversas categorias de trabalhadores tem suas campanhas salariais. O funcionalismo federal tem uma semana de mobilização, paralisação e caravanas em Brasília entre os dias 6 e 10 de abril, sendo uma referência de unificação e realização de uma mobilização nacional.

Já os trabalhadores da educação, de distintos estados e municípios, tem paralisações agendadas a partir da segunda semana de março. É outro setor que se encontra em mobilização contra as políticas de ajuste dos governadores e prefeitos e pode ser também uma referência na unificação das mobilizações.

Dessa realidade, avançando as condições, podemos indicar uma data de paralisação ou greve geral nacional.

Resolução sobre o Espaço de Unidade de ação

A Coordenação Nacional delega à SEN encaminhar as propostas aprovadas nesta Coordenação às entidades que compõem o Espaço de Unidade de Ação e propõe a essas entidades a realização de uma reunião, conforme deliberado anteriormente, no dia 6 de março, no Rio de Janeiro, aproveitando a presença de delegações de várias partes do país.

Reafirmamos o nosso acordo com as resoluções da última reunião e com o encaminhamento da campanha que tem como mote “Os trabalhadores não aceitam pagar a conta da crise” e que expressam, no essencial, o acúmulo da plataforma de reivindicações construída nos fóruns da Central.

É necessário agora avançar na construção de um plano de lutas, apoiado nas mobilizações em curso e que aponte a construção da greve geral no próximo período.

Plataforma aprovada na reunião do Espaço de Unidade de Ação


  1. Luta em defesa do emprego, contra qualquer forma de flexibilização e precarização do trabalho, contra o PL 4330, pela estabilidade no emprego para todos os trabalhadores, pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial, proibição de remessa de lucros das multinacionais para o exterior, estatização das empresas que demitirem. Nenhum pacto ou acordo que aceite retirada de direitos, como foram o ACE (Acordo Coletivo Especial) e o PPE (Programa de Proteção ao Emprego).

Essa campanha poderá adotar a consigna “demitiu, parou” a ser agitada nos locais em que a patronal está ameaçando ou realizando demissões, de acordo à realidade e disposição dos trabalhadores, bem como a exigência de tomada e controle pelos trabalhadores das fábricas e usinas que estão encerrando suas atividades em diversas regiões.

  1. Pela revogação das MPs 664 e 665, que encerram um duro ataque aos direitos trabalhistas e previdenciários, reduzindo benefícios tais como o seguro-desemprego, o abono salarial do PIS PASEP, a pensão por morte, o seguro defeso, auxílio reclusão e auxílio doença. Essa é, nesse momento, a tradução concreta da nossa posição contra qualquer reforma que retire direitos dos trabalhadores.

  1. Os trabalhadores e a população pobre não podem pagar pela crise de energia e da água. Defendemos que todos os serviços de saneamento sejam estatizados e colocados sob controle da população, através de conselhos de usuários com poder fiscalização e de deliberação sobre as questões de saneamento.

  1. Em defesa dos serviços públicos, contra os cortes no orçamento, contra a privatização, defesa dos direitos dos servidores, contra as políticas de ajuste fiscal, juros, aumento de impostos, não ao SUT, etc.

  1. Contra a criminalização dos movimentos sociais, dos ativistas, da população pobre e negra das periferias. Revogação das demissões de dirigentes sindicais, pela libertação dos presos e fim dos inquéritos contra os ativistas. Chega de mortes das lideranças camponesas, indígenas, quilombolas e religiosas.

  1. Todo apoio e respeito aos trabalhadores assalariados do campo e agricultores familiares. Reforma agrária sob controle dos trabalhadores, prioridade para a produção de alimentos para o povo, garantia de infraestrutura e crédito para os agricultores.

  1. Pelo direito à moradia, pela reforma urbana. Transporte público de qualidade, com tarifa social e rumo à tarifa zero! Moradia para todos, aluguel social e fim da especulação imobiliária!

  1. Defesa da Petrobras 100% estatal e pela volta do monopólio. Todo apoio à campanha “O petróleo tem que ser nosso!”. Apuração e punição de todos os envolvidos no esquema de corrupção. Punição dos envolvidos no caso de corrupção do cartel do metrô e ferrovias de SP.


- See more at: http://cspconlutas.org.br/2015/03/6-de-marco-coordenacao-nacional-aprova-dia-de-luta-paralisacoes-e-chamado-a-construcao-da-greve-geral/#sthash.UBms0sYV.dpuf

sábado, 28 de fevereiro de 2015

SINDIFPI participa do 34º Congresso do ANDES-SN em Brasília-DF

O 34º Congresso do ANDES-SN ocorre entre os dias 23 e 28 de fevereiro em Brasília (DF), tendo como tema central “Manutenção e Ampliação dos direitos dos trabalhadores: avançar na organização dos docentes e enfrentar a mercantilização da educação”. No encontro, que é a instância máxima de deliberação da categoria docente, os professores discutem a conjuntura internacional e nacional e definirão as políticas prioritárias do Sindicato Nacional para 2015.



O SINDIFPI/ S. Sind. participa do Congresso através de dois delegados eleitos em Assembleia Geral: representando a base dos filiados, o professor Egmar Souza, do campus de Piripiri, e representando a Coordenação Estadual, a professora Patrícia Andrade, do campus Teresina-Central, Coordenadora de Comunicação do SINDIFPI

"Na mesa de abertura do Congresso, Paulo Rizzo, presidente do Sindicato Nacional, afirmou que o momento político atual é crítico, de retirada de direitos dos trabalhadores, e que isso tem gerado grandes expectativas para o Congresso. “Essa perspectiva aparece nas falas das entidades, nas delegações, e revela a expectativa que esse Congresso é extremamente importante. É o momento em que o sindicato precisa dar respostas e armar categoria para a luta”, ressaltou. 

Rizzo ressaltou que além dos ataques aos direitos dos trabalhadores, o governo mercantiliza a Educação. “A ‘Pátria Educadora’ está de acordo com os objetivos da lucratividade do capital. O sentido da Pátria Educadora é o que foi consagrado no PNE [Plano Nacional de Educação], com repasses de recursos públicos para empresas privadas e cortes de verbas na educação pública”. Paulo Rizzo assegurou que a melhor forma de enfrentar todos esses ataques é avançar na organização da luta.

Segundo Paulo Barela, representante da CSP-Conlutas, o Congresso do ANDES-SN é de extrema importância, assim como o Sindicato Nacional, para a organização da luta dos trabalhadores dopaís, para enfrentar o sistema capitalista que oprime a classe trabalhadora e já demonstra sinais de esgotamento no mundo inteiro. “Vivemos um período extremante delicado na luta de classes. Uma crise assola o capital desde 2007 e, ao longo desse período, só tem agudizado ainda mais a sua situação precária. No mesmo modo em que os governos e os patrões elaboram projetos para retirar direitos da classe trabalhadora, na mesma medida, os trabalhadores e suas organizações reagem a esses ataques”. 

Janaína oliveira, representante da Assembleia Nacional dos Estudantes (Anel), disse que o Congresso do ANDES-SN é um momento significativo para a Anel, que ao longo dos seus seis anos de história de luta em defesa da educação pública, sempre teve o Sindicato Nacional como grande parceiro. Janaína ainda apontou como preocupante os lucros exorbitantes das empresas privadas com a educação. “Não é por acaso que o Brasil hoje é líder entre as empresas lucrativas do ensino. Esse lucro é promovido através de programas como o Prouni, o Fies, que aparentemente oportuniza, principalmente, à juventude negra e pobre o acesso ao ensino superior. Nós sabemos muito bem que esse ensino superior que o governo promove é para a mão de obra barata, e não para a formação de jovens na sua integralidade”, ressaltou.

Os mais de 350 participantes do 34° Congresso também foram saudados por representantes da Fasubra, do Conselho Federal de Serviço Social, da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde e da Condsef."

Fonte: ANDES-SN

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Campanha salarial dos SPF será definida na Plenária em janeiro

O Seminário dos SPF e a reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas - Central Sindical e Popular, ocorridos no mês de novembro, definiram ações para os servidores públicos em 2015. Na avaliação dos participantes, o próximo ano promete ser de intensas mobilizações.

Nos dias 31 de janeiro e 1° de fevereiro de 2015 será realizada a Plenária dos SPF, data definida no Fórum das Entidades, para definir os eixos da campanha salarial, as pautas das lutas gerais do Fórum e a agenda de mobilização para o ano de 2015.  “A realização do Seminário em novembro foi uma vitória, e conseguimos rearticular o Fórum através das entidades, buscando fazer uma campanha salarial mais forte em 2015, com muito mais expressão do que em 2014. A ideia é realizar a Plenária no final de janeiro e fechar os sete pontos de acordo entre os servidores públicos federais e os que estão em divergência, consensuar agora na Plenária”, explica Amauri Fragoso, 1° tesoureiro do ANDES-SN e Encarregado de Relações Sindicais. O Fórum das Entidades dos SPF está organizando a estrutura do evento.
Na Plenária será discutida e consensuada a pauta para a Campanha Salarial dos SPF de 2015 e a data para o seu lançamento com uma Marcha Nacional à Brasília. “Sabendo que as perspectivas são muito duras para este ano, o governo vai engrossar e vai fazer com que os servidores paguem a conta, o Joaquim Levy [novo ministro da Fazenda] já declarou que não terá gastos com os servidores públicos federais”, disse Amauri, que ressalta que é preciso fortalecer a unidade dos servidores.
Construir uma atividade unificada dos SPF em Brasília, também foi tema da reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas - Central Sindical e Popular, realizada entre os dias 28 a 30 no Rio de Janeiro (RJ), que contou com a presença de entidades, oposições sindicais e movimentos sociais, e apontou os principais embates a se travar em 2015.
“Foi uma reunião muito boa, com mais de 250 pessoas, fizemos um balanço do ano de 2014, identificando os principais problemas. O diagnóstico foi de que o ano que vem será de muita dureza, pelas perspectivas da redução do Programa de Integração Social (PIS), do auxílio desemprego e saúde, a da redução da jornada de trabalho com redução de salário”, ressalta Fragoso.

A reunião da CSP-Conlutas, em acordo com as ações do Seminário dos SPF, ressaltou a importância de organizar ações no Congresso Nacional contra a aprovação dos projetos que atentam contra os interesses dos trabalhadores do serviço público, como o PL 327/14, projeto de ataque ao direito de greve; a criação das fundações estatais de direito privado no âmbito do serviço público, PLP 92/07; e a perda de cargo público por insuficiência de desempenho, PLP 248/98; entre outros projetos.

O Setorial dos SPF da CSP-Conlutas apontou a necessidade de fortalecer a participação de todos os setores do serviço público federal na Plenária Nacional, convocada pelo Fórum de Entidades dos SPF. Para fortalecer esta unidade, propôs a realização de Seminários Estaduais, reproduzindo o Seminário Nacional, dos SPF discutindo as propostas que foram encaminhadas no Seminário. (Circular 227/2014).

Antecedendo a Plenária dos SPF, o ANDES-SN convocou reunião do Setor dos Docentes das Ifes, com o objetivo de discutir o eixo, a pauta e a agenda da campanha salarial dos SPF a ser levada pelo Sindicato Nacional à Plenária. (Circular nº 240/2014)

Segundo André Rodrigues Guimarães, 1º vice-presidente da Regional Norte II e um dos coordenadores do Setor das Ifes, neste momento é preciso dar continuidade ao que foi feito no Seminário e pautar a Campanha Salarial dos SPF nos estados. “É importante que as nossas seções sindicais e as secretarias regionais do ANDES-SN se articulem e repliquem nos estados e com as demais entidades dos SPF, nos moldes do Seminário Nacional, os Seminários Estaduais. 

Esta movimentação será importante para  mobilizar o conjunto de outras categorias - independente das suas vinculações com centrais sindicais - para construir a campanha salarial pela base unificada e que represente os interesses do conjunto dos servidores públicos federais. Fortalecer a unidade dos SPF, em cada estado e nacionalmente, é fundamental para barrarmos em 2015 os ataques ao serviço público e aos direitos dos trabalhadores". 

Fonte: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN

Data: 10/12/2014

CSP-Conlutas debate conjuntura e 2º Congresso da entidade

A Coordenação Nacional da CSP-Conlutas se reuniu no último final de semana na cidade do Rio de Janeiro para debater temas como a conjuntura e o 2º Congresso da entidade, que será realizado entre os dias 4 e 7 de junho de 2015, na cidade de Sumaré (SP). A elaboração de teses, o formato da atividade, os critérios de participação, as finanças e outros aspectos foram discutidos na plenária sobre o 2º Congresso da CSP-Conlutas.


Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN, ressaltou a importância da deliberação de que no congresso serão votadas propostas de resolução e não mais teses, como é comum em espaços como esse. “É um avanço, visto que a central é composta por entidades, e que os grupos políticos que dela participam continuam podendo apresentar suas propostas”, afirma o docente.

O presidente do ANDES-SN também lembrou a deliberação de que o II Encontro da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas será realizado no Brasil, após o Congresso da CSP-Conlutas. “O primeiro encontro foi realizado na França, e decidimos que sediaremos o próximo, no Brasil. É importante para articular os sindicatos do mundo, especialmente os da América Latina”, disse Rizzo.

Conjuntura

Marina Barbosa, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e ex-presidente do ANDES-SN, e Rui Braga, professor da Universidade de São Paulo (USP), compuseram a mesa de conjuntura. Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN, afirmou que a discussão sobre conjuntura foi boa, pois explicitou as dificuldades que serão enfrentadas pelos trabalhadores durante o segundo mandato de Dilma Rousseff. “Saímos do debate cientes da necessidade de buscar a unidade dos movimentos sindicais e sociais em torno de um programa mínimo de enfrentamento à crise”, afirmou Paulo Rizzo.

Rui Braga, em sua intervenção, analisou a situação brasileira a partir das grandes mobilizações de junho de 2013, as lutas dos trabalhadores e movimentos sociais e a reeleição de Dilma Rousseff. O professor apontou os quatro pilares do governo Dilma, nos quais o PT não se diferenciaria de um governo do PSDB. “O setor finanças centralizado pelos banqueiros; o agronegócio, que se impõe sobre os pequenos agricultores; a construção civil, que obriga o deslocamento de populações urbanas para periferias; e o da energia, fundamentalmente, o petróleo”.

Segundo Rui Braga, o que os trabalhadores brasileiros enfrentarão no próximo período tem muito a ver com a dinâmica da crise que se aprofunda nos países do sul da Europa. “A crise pela qual passam os países do sul europeu e as medidas de austeridade que vem sendo implementadas por seus governos para um futuro imediato vão determinar as políticas aplicadas pelo governo brasileiro”, disse, acreditando que o governo brasileiro imporá um período de ataques aos trabalhadores dando um significativo giro à direita.

Marina Barbosa partiu dos elementos apresentados por Rui e acrescentou mais tópicos da situação internacional no debate. Entre eles, apontou como fundamental a crise pela qual passa o capitalismo, que em sua opinião se aprofunda e se agudiza. No contexto dessa crise, apontou o papel de subalternidade vivido pelos países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

A docente concluiu elencando também os elementos que caracterizam as motivações das lutas sociais em vigências, como as por saúde, educação, transporte e moradia, e também por salários e direitos dos trabalhadores. Marina defendeu que se retome com intensidade a unidade em torno do movimento classista, para que se mobilize novamente a classe nesse momento vivido por tantos ataques à classe trabalhadora.

Fonte: CSP-Conlutas

*Editada por ANDES-SN

Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN
Data: 01/12/2014

ANDES-SN alerta sobre perda de direitos na aposentadoria e na carreira docente

No último mês, a Diretoria do ANDES-SN enviou uma mensagem, através de um encarte especial, a toda categoria docente, alertando sobre a retirada de direitos dos aposentados e as distorções da atual carreira docente.

Além de fazer uma retrospectiva da perda de direitos ao longo do final da década de 90, o texto destaca principalmente as consequências nefastas para o conjunto dos trabalhadores a partir do acordo efetuado entre governo e Proifes, em 2012, que impôs diferenças brutais entre os rendimentos dos aposentados e dos docentes em atividade, que “ultrapassam a casa de três mil reais”.

















Por mais que a retirada de direitos, nas últimas décadas, venha atingindo todos os professores é na aposentadoria que as perdas tem sido maiores, o que se reflete, a cada momento, diferenciadamente, mas acaba repercutindo em prejuízo para todos. O texto exemplifica essa questão através da interpretação dos números da tabela remuneratória de Dedicação Exclusiva, apontando: “Hoje, o que está sendo pago nos níveis superiores tem como fonte o que está deixando de ser pago para os níveis inferiores, notadamente o nível 8, onde se encontra a maioria dos aposentados”.

Todo o movimento do governo em relação à carreira docente visa à diminuição dos recursos para a educação pública, seja através do aumento pouco significativo para os que estão no topo da carreira em detrimento dos demais segmentos, seja dificultando o acesso aos níveis mais altos. 























E em relação aos professores aposentados, desde a época do governo FHC, em que a contenção de gastos públicos se materializou na consolidação da quebra da paridade e da integralidade, diversos ataques já foram sentidos, como o fim da aposentadoria especial, o aumento do tempo de serviço, a aprovação da Reforma da Previdência, que impôs a contribuição previdenciária a todos os aposentados e pensionistas, mesmo tendo contribuído durante toda a vida laboral, e a criação do fundo de pensão da FUNPRESP, que oferece riscos ao docente pois, apesar de ter contribuição definida, o valor do benefício dependerá das dinâmicas do mercado.

Para ter acesso ao encarte especial, clique aqui.

Fonte: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN

Data: 09/12/2014

Projeto que congela despesas no funcionalismo público é arquivado

Projeto integrava lista de propostas prejudiciais aos servidores públicos. Entidades comemoram a vitória.





























Tramitando há cinco anos nas comissões da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 549/09, que estabelecia limite de despesas com os servidores públicos e encargos sociais, além do já estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, foi arquivado em plenário, no último dia 28, após parecer de inconstitucionalidade da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC).






De autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), origem no Projeto de Lei do Senado (PLS) 611/07, o projeto previa o congelamento de qualquer reajuste ou recomposição salarial servidores públicos até 2019. A matéria também tinha como propósito limitar investimentos públicos, feitos pela União, em projetos de ampliação, reforma ou construção de novas sedes para a administração pública.






Segundo Alexandre Galvão Carvalho, 3° Secretário do ANDES-SN e um dos coordenadores do Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical (GTPFS), o projeto era danoso aos servidores públicos federais e o seu arquivamento é uma vitória para a categoria. “O projeto era extremante prejudicial à valorização dos servidores, em relação ao salário, que já vem sofrendo arrochos violentos. O arquivamento desse processo é por conta da movimentação dos sindicatos dos servidores públicos. É uma vitória para os movimentos sociais e, particularmente, o ANDES-SN. E demostra mais uma vez que a luta deve continuar”, disse Alexandre.

Direito de greve 






Outro projeto que tramita na Casa, e retira direitos dos trabalhadores, é o PLS 327/14 que trata da regulamentação do direito de greve do servidor público. Romero Jucá é relator da proposta. O projeto está no Senado e aguarda a decisão sobre requerimentos de ampliação dos debates antes de ser levado à votação.






*Com informações da Condsef


Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN

Data: 08/12/2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

SINDIFPI ELEGERÁ DELEGADOS PARA O 34º CONGRESSO DO ANDES-SN EM BRASÍLIA

Segue convocação de Assembleia Geral do SINDIFPI que terá como pauta, além da discussão sobre o cronograma para a eleição da nova Coordenação Estadual, a escolha, via eleição, de até 4 delegados para representar o SINDIFPI no 34º Congresso Nacional do ANDES-SN, que será realizado de 23 a 28 de fevereiro em Brasília.
O SINDIFPI tem direito a 4 delegados, sendo 1 da diretoria e 3 da base de filiados, conforme os artigos 16 e 17 do Estatuto do ANDES-SN.
É fundamental a presença de todos/as na Assembleia, para legitimarmos a nossa representação na mais importante instância de deliberação do nosso Sindicato Nacional.