sábado, 13 de julho de 2013

Entidades internacionais de trabalhadores enviam solidariedade às lutas no Brasil

Entidades internacionais de trabalhadores enviam solidariedade às lutas no Brasil


Diversas entidades internacionais de trabalhadores têm enviado para a CSP-Conlutas sua solidariedade às manifestações de ruas e à entrada dos trabalhadores na luta em todo o país. São entidades que participaram do Encontro Internacional do Sindicalismo Alternativo que aconteceu em março último em Paris, França. Umas das resoluções dessa iniciativa foi incentivar a solidariedade ativa desses trabalhadores em busca do internacionalismo de classe, assim como as próprias lutas protagonizadas nos respectivos países participantes do encontro.

Leia fragmentos das mensagens:

Saudação do Union Syndicale Solidaires (França)
A União Sindical Solidaires apoia a mobilização do povo brasileiro. (…) A União Sindical Solidaires considera que esta luta é parte integrante da luta global assumida pela classe operária no mundo inteiro. Nosso apoio não é apenas de solidariedade, nós estamos todos engajados.
Christian Mahieux, secretário nacional, pela Union Syndicale Solidaires

Saudação MP Itália/Suiça – (esquerda sindical italiana)
Caros camaradas da CSP-Conlutas,
Os companheiros da esquerda sindical italiana – a Rete 28 de abril – que se reuniu no sábado, dia 29 de junho, em Roma, manifestaram imenso interesse pela luta popular no Brasil contra a política de Dilma Rousseff. O abismo vertiginoso entre os gastos com educação e saúde, e aquelas voltadas à construção de infraestruturas faraônicas para a Copa do Mundo, verbas estas advindas de subvenções concedidas diretamente à casta da construção civil no Brasil, suscitou  uma identificação imediata entre os delegados sindicalistas, sobretudo devido às numerosas analogias com a política levada a cabo pelo governo Letta na Itália”.
Com nossas saudações solidárias, UDRY Charles-André, pelo MP

Saudação Communiqué Emancipacion (França)
Comunicação Emancipação
Solidariedade com os protestos no Brasil! Desde o primeiro evento no dia 6 de junho, contra o aumento do preço dos transportes, uma mobilização verdadeiramente histórica, cresceu rapidamente em São Paulo e tomou conta de todas as cidades do Brasil: mobilização espontânea, a mobilização em que os jovens desempenham um papel mobilização determinante que expressa a magnitude muito maior do que a simples recusa do aumento do custo da procura de transporte. (…) Nesta luta, que continua, o papel dos sindicatos é, obviamente, crucial. E o fato de CSP-Conlutas ter chamado uma primeira mobilização 27 de junho é, obviamente, um ponto de apoio substancial. Agora é a unidade dos sindicatos se preparam para o dia 11 de julho. Mas sabemos que esse dia vai ser um problema político entre aqueles que querem dar apoio ao governo de Dilma Rousseff e aqueles que defendem tais afirmações intransigentes que cada vez mais se expressar. Mas, novamente, a classe trabalhadora e a juventude do Brasil todos têm a capacidade e energia para ser capaz de ignorar. (…) Nesta luta, a Emancipacion congratula-se especialmente com a luta dos CSP-Conlutas. A união é um dos indicadores da Rede de Solidariedade Internacional e de Luta, da qual faz parte o Emancipação.

Saudação Batay Ouvriye (Haiti)
Em vigília, a luta continua no Brasil! Desta vez, foram os próprios trabalhadores que tomaram a iniciativa. As manifestações habituais serão, portanto, acompanhadas de um bloqueio geral da economia, particularmente a capitalista. De fato todas as centrais sindicais pronunciam a palavra de ordem pela greve em 11 de julho de 2013. A CSP-Conlutas está entre os pioneiros desta nova fase.
As reivindicações ainda são as mesmas (ver nossa mensagem de 25 de junho passado): o governo Rousseff, não tendo prestado atenção ao problema do aumento da tarifa dos transportes, não fez mais do que propor um referendo como saída para a crise, referendo este que não toca mais do que em um dos aspectos, ou seja, a lógica do funcionamento dos partidos políticos, sem sequer atacar verdadeiramente a corrupção que gangrena o sistema, precisamente uma das principais práticas contra a qual a rua já se pronunciou claramente. Uma mistificação política que, na realidade, é apresentada para melhor servir o Partido dos Trabalhadores (PT) nas próximas eleições presidenciais. (…) A presença, hoje, da classe trabalhadora no seio das mobilizações populares trará a esta mobilização profunda a clareza suficiente para que se proponha então não apenas criticar a política reacionária deste governo, mas que se enfrente abertamente a sua essência, a fim de avançar rumo à erradicação desta macabra faceta que os governos nacionalistas-populistas têm como tarefa esconder.

CGT (Estado Espanhol)
Saudações companheiros e companheiras da CSP-Conlutas,
Desde a Confederação Geral do Trabalho, enviamos um forte abraço libertário e revolucionário, a vossa reunião de Coordenação Nacional, um abraço fraternal a toda a classe trabalhadora brasileira, esse povo que está ditando lições de coerência ao resto do mundo, um povo que defende nas ruas seus direitos, as liberdades, um povo que está protagonizando uma luta social por transformar o sistema capitalista e neoliberal que o oprime, explora e escraviza. (…) Viva a luta da classe trabalhadora. Ânimo e em frente!.
Jacinto Ceacero, secretario general da CGT

Gida-Is (Disk – Turquia)
União dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação
Caros camaradas,     
Assim como em nosso país, os problemas provocados pela aplicação das políticas neoliberais pelos governos e pelo Capital no Brasil tornaram-se insuportáveis para os povos. Nós desejamos afirmar que somos solidários à resistência e ao combate dos trabalhadores e assalariados brasileiros que lutam contra a pauperização, contra a destruição dos recursos públicos pelo Capital provocados pela aplicação das políticas neoliberais. Os operários e assalariados da Turquia saúdam as lutas dos trabalhadores brasileiros e nós afirmamos nossa total solidariedade com todos os que estão lutando”.
Saudações fraternais e sindicais,
Seyit Aslan, secretário geral de Gida-Is (Disk)

Intersindical Valenciana (Estado Espanhol)
« Companheiros,
Os trabalhadores e as classes populares vivemos tempos difíceis pela aplicação das políticas neoliberais. Essas políticas são ditadas por organismos internacionais e executadas por governos mundiais. Diante disso, é necessário fortalecer a unidade do movimento sindical e dos movimentos sociais para a construção de uma alternativa política e social, que é o motor da transformação social. Camaradas, recebam nossas saudações e apoio para a sua luta que é todos.
Vicent Maurí – Portavoz Intersindical Valenciana

Intersindical (Estado Espanhol)
Da Confederação Inter-Estado Espanhol, que simpatiza com os movimentos sociais brasileiros, que lutam pela extensão dos direitos de cidadania, que reivindicam melhores serviços públicos em educação, saúde, transporte e habitação … Reivindicando políticas sociais e redistributivas e não o “crescimento” das desigualdades e do desperdício de recursos públicos que privilegiam a elite social e a população.
No Estado Espanhol sofre-se as políticas de ajuste neoliberais que estão empobrecendo a maioria da sociedade, que tentamos combater desde as nossas organizações confluindo com os movimentos sociais. Uma saudação internacionalista de camaradas da Confederação Inter.
Biel Caldentey-responsable de Internacional y Vicent Mauri – del secretariado confederal.

Labor Notes
O Labor Notes envia saudações de solidariedade a partir dos EUA, de onde estamos assistindo as lutas no Brasil, esperamos ver a mesma resistência aqui. Estamos todos sofrendo com os ataques aos direitos. Precisamos aprender com nossos colegas do Brasil e Turquia.

Internacional dos Trabalhadores da Solidariedade (Nova York-EUA)
Caros Camaradas,
” A Solidariedade Internacional dos Trabalhadores, uma organização não-sectária, autônoma, baseada em classe e internacionalista de resistência e solidariedade com sede em Nova York, quer expressar o seu apoio entusiástico para CSP-Conlutas e lutas dos trabalhadores brasileiros neste dia tão importante e desejo que o sucesso de greves e paralisações ocorrendo hoje contra o governo e os patrões.  No momento, os trabalhadores do Brasil, Chile, Turquia, Grécia, Espanha, Portugal e outros países se rebelaram contra a austeridade e a cobiça capitalista como a causa da guerra de classes travada contra os trabalhadores de todo o mundo. É hora de um dia internacional de protestos contra a austeridade! 11 julho é apenas o começo! Em solidariedade,”
International Workers Solidarity

Aliança Associação Subway e Premetro (Argentina)
“Estendemos nossa solidariedade aos companheiros que CSP Conlutas hoje, com Força Sindical, a Central Única de Trabalhadores (CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Partido dos Trabalhadores (PT) realizou um “Dia Nacional de Luta” no Brasil. Nós aderimos aos pontos-chave levantados nas reivindicações, como a redução de horas de trabalho, as mudanças na lei sobre terceirização e ajustes para as pensões dos aposentados são melhorias fundamentais para toda a classe trabalhadora.
Direção do Sindicato dos Trabalhadores ASSOCIAÇÃO Subway e Premetro

Conselhos da União Associação do Comércio (Inglaterra)
“Parabenizamos o movimento sindical brasileiro em sua luta para defender os serviços públicos, a privatização e terceirização acabar e lutar por pensão. A velocidade que a sua luta cresceu de 5.000 manifestantes em 7 de junho de um milhão de pessoas protestam em 300 cidades no dia 17 de junho é fenomenal e demonstra a força do sentimento contra essas restrições por parte dos cidadãos do Brasil. O movimento sindical brasileiro estão a ser aplaudido por assumir a liderança nessa luta que já provocou uma inversão da política de aumentar as tarifas dos transportes eo fornecimento de transporte gratuito para estudantes de todo o país. Condenamos a agressão policial contra os manifestantes, que também condenam ataques de grupos fascistas. Os sindicalistas no Reino Unido e na Europa estão lutando contra ataques semelhantes sobre os serviços e benefícios públicos, a perda de postos de trabalho e direitos laborais, como resultado da austeridade. Desejamos CSP-Conlutas, todas as federações sindicais, a classe trabalhadora e da juventude um dia fantástico de luta.”
Alec McFadden, Liz Epps, Martin Ralph - Association of Trade Union Councils

Federação Italiana dos Sindicatos (Itália)
“Queridos amigos, nós enviamos nossas saudações e os melhores votos para o sucesso da sua reunião de coordenação e para a continuidade  das lutas em relação à revolução social.
USI - União Sindical Italiana

No Austerity – Cordinamento della Lotte
Companheiros,
Sucesso da greve de hoje! Na Itália, estamos acompanhando de perto! Fazemos esta declaração de solidariedade aos companheiros da CSP-Conlutas 

Movimento ao Socialismo (Equador)
Receba um cordial e combativo do Movimento ao Socialismo Equador. Grandes manifestações que ocorrem pelo povo irmão do Brasil mostram que a nova forma assumida pelos governos burgueses (Frente Popular, o bonapartismo sui generis populismo esquerdista, etc) não resolvem os problemas fundamentais da população, de que o capitalismo mantém as grandes desigualdades entre as classes sociais e do socialismo revolucionário é a única alternativa para uma sociedade mais humana. Todo o processo de luta que existe no mundo mostra o acerto da marxista, leninista e totskistas, daí a necessidade de continuar a construir o partido no contexto do internacionalismo proletário. Companheiros para a frente, sua luta nos conforta e nos encoraja a continuar a resistência.

Movimento para o Socialismo

Sindicato dos Trabalhadores da Cerâmica – Trebol
“Camaradas brasileiros, 

Recebam as saudações de classe e de luta do Sindicato dos Trabalhadores de Cerâmica.

Para os trabalhadores latino-americanos, e Peru, em particular, neste dia de 11 de julho será um marco. O Brasil não é só um país enorme, mas uma referência para a organização dos trabalhadores. E é a classe trabalhadora, que entra hoje, 11 de julho, em massa, para a luta travada nas ruas, é o povo brasileiro.

E entre muitas organizações, para nós, a presença da CSP-CONLUTAS, que desde o nosso nascimento como Sindicato, pouco mais de um ano atrás, tem estado conosco desde na luta contra as tentativas de demissões pela Cerâmica Corporation S.A. Este 11 de julho, portanto, nossos punhos estão levantados como os seus. Nossas gargantas se agitam como as suas. Este 11 de julho são muitas vozes e uma luta de cada vez. Viva a luta do dia 11 de julho! Este 11 de julho Brasil vai parar!”

João Gonzales – Secretário-geral

Sindicato Unitário de Trabalhadores de Celima S.A. Y Conexos
Os trabalhadores do povo irmão do Brasil,
Os trabalhadores organizados no Sindicato dos Trabalhadores da Cerâmica Lima SA fazemos chegar a vocês a nossa solidariedade de classe no meio desse dia de ação neste 11 de julho em todo o Brasil.
Os trabalhadores e o povo brasileiro deram início a manifestações de massa que atingem a “paz” na América Latina. Eles ganharam a solidariedade de milhões de trabalhadores em todo o continente. Entendemos que a luta por nossos direitos é em todo o continente. E que os governos que dizem nossos amigos, mesmo chamando-se “trabalhadores” apenas perpetuam e aprofundam o modelo econômico neoliberal que precarizam os trabalhadores e saqueiam nosso povo, tal como em nosso país faz o governo de Ollanta Humala que também avança no corte aos nossos direitos.
Queremos fazer uma saudação especial aos sindicatos organizados na CSP-CONLUTAS, organização de trabalhadores irmã, com quem temos compartilhado muitos momentos de luta. Viva a luta do dia 11 de julho!Este 11 de julho Brasil vai parar!
Carlos Enrique Boñón Ávila - Secretario geral

Fonte: CSP-CONLUTAS              

11/07/2013
  

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Participantes do 58º Conad podem fazer credenciamento prévio no dia 18 de julho

Na próxima semana, entre os dias 18 e 21 de julho, a cidade de Santa Maria (RS) sediará a 58ª edição do Conselho do ANDES-SN (Conad), que contará com a participação de docentes de todo o país. A fim de facilitar o processo de inscrição nos eventos nacionais do Sindicato Nacional, os delegados e observadores poderão fazer o credenciamento prévio no dia 18 de julho, quinta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h. 

O credenciamento prévio também é uma forma de se evitar a formação de longas filas. De acordo com a circular nº 74/2013, até 17 de julho será recebida a documentação regimental para inscrição de delegado (a) e observadores (as). Pelo menos um representante de cada Seção Sindical ou Secretaria Regional, credenciada previamente, deverá comparecer à Secretaria do 58º Conad, no dia 18 de julho, para confirmação de presença. 

Documentação
Para realizar o credenciamento, é necessária a seguinte documentação: ata da assembleia, assinada pelo presidente e secretário da Mesa, em que foi escolhido o delegado ao 58º Conad, acompanhada da respectiva lista de presença; comprovação pela Seção Sindical de quitação com a Tesouraria, incluindo a contribuição correspondente ao mês de junho e repasse de parcelas de acordos efetuados anteriormente, se houver; comprovação pela Seção Sindical de pagamento de acordos referentes ao Fundo Único e Rateios de Conad e Congresso, se houver. 

Traslado e hospedagem
Outras informações sobre a 58ª edição do Conselho do ANDES-SN, relacionadas à traslado, hospedagem, pauta e cronograma estão disponíveis na Circular nº 74/2013, enviada pelo ANDES-SN às Seções Sindicais, Secretarias Regionais e aos diretores do Sindicato Nacional em maio de 2013 (confira o documento).

Leia também: 


Divulgado o anexo ao Caderno de Textos do 58º Conad

Caderno de Textos do 58º Conselho do ANDES-SN (Conad)


Fonte: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior-ANDES-SN

Data: 11/07/2013

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Docentes de todo o país integram paralisação geral desta quinta (11/07)

Docentes de todo o país integram paralisação geral desta quinta (11/07) 

Atendendo ao chamado do ANDES-SN, várias seções sindicais já se somam às atividades marcadas esta quinta-feira (11) nas suas cidades e estados, agregando reivindicações específicas dos docentes às bandeiras unificadas da classe trabalhadora que compõem a pauta geral do Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações, com o tema “Pelas liberdades democráticas e pelos direitos dos trabalhadores.

Em todo o Brasil, este dia 11 de julho será marcado por greves, mobilizações e outras atividades reivindicatórias, em virtude do Dia de Lutas organizado pelas oito centrais sindicais brasileiras (CSP-Conlutas, CUT, UGT, Força Sindical, CGTB, CTB, CSB e NCST), com a participação do MST, Dieese, Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (SPF) e outros setores articulados no âmbito do Espaço de Unidade de Ação.

“O dia 11 de julho vai ter como marco central fortalecer a luta dos trabalhadores, para daí definirmos novas práticas e novas ações”, ressalta Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN, completando que, neste dia, a palavra de ordem será “Nenhum direito a menos para os trabalhadores”.

Confira abaixo mais algumas seções sindicais já informaram ao Sindicato Nacional a adesão à paralisação e realização de atividades locais: 

Sergipe: Professores da UFS deliberaram por paralisar as atividades docentes na UFS no dia 11 de julho, em apoio à greve geral convocada pelas centrais sindicais brasileiras. Na última semana, uma série de atividades foi realizada em preparação para o dia 11, como o ato Acorda Araca     ju na terça (2) e o debate sobre os Protestos Populares no Brasil Atual, na quarta (   3), no auditório da Adufs-SE, com a presença das centrais sindicais e movimentos estudantil e da juventude: CUT, CSP-Conlutas, Levante Popular da Juventude, Movimen to Não Pago e UJC.
                               
Brasília: Docentes da UnB também decidiram paralisar suas atividades nesta quinta-feira e participar de ato público em conjunto com outras entidades do Distrito Federal. A concentração dos professores da UnB será na Praça Chico Mendes, às 14h, de onde seguirão para a Esplanada dos Ministérios, para se unir às demais categorias.

A concentração do ato unificado está marcada para às 15h, em frente ao Museu da República. De lá, os manifestantes seguirão rumo ao Congresso Nacional.

O Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais, do qual o ANDES-SN participa, deve realizar uma parada em frente ao Ministério do Planejamento e já solicitou audiência com a ministra Miriam Belchior.

Maranhão: Professores da UFMA, além de paralisar suas atividades neste dia 11, participam de atividades em conjunto com o DCE da UFMA e com os demais trabalhadores da universidade nesta quinta-feira. A concentração para as atividades da manhã será na entrada do campus universitário do Bacanga, a partir das 7 horas, e à tarde os docentes participarão de atividade conjunta com os demais sindicatos e centrais, cuja concentração será na praça Deodoro, centro de São Luiz, a partir das 15h30.

Ceará: Docentes da Uece também irão paralisar suas atividades e participar de ato unificado com as demais Centrais e os Movimentos Sociais do Ceará. A concentração para o ato será às, 9h, na Praça do Ferreira, no centro de Fortaleza.

Alagoas: Professores da Ufal também vão paralisar suas atividades e participar das manifestações do Dia Nacional de Lutas nesta quinta-feira. A concentração dos docentes está marcada para as 14h na sede da Adufal, de onde eles seguirão em direção à Praça do Centenário, no centro de Maceió, para participar do Ato Público a ser realizado às 15h em conjunto aos demais trabalhadores.

Pernambuco: A Adufepe (SSind) deliberou pela paralisação, com mobilização em frente a entrada do campus Recife, a partir das 9h.

Paraíba: A Adufpb adere à paralisação com realização de ato no centro de João Pessoa (PB), junto com outras categorias. Os docentes da UFCG também vão paralisar suas atividades no dia 11. Além da paralisação, os professores da UFCG decidiram pela obstrução dos portões do campus Central, a partir das 7h de quinta-feira, a realização de panfletagem antecedendo a paralisação e a realização de uma marcha que sairá da instituição, em Bodocongó, até o centro da cidade.

Espírito Santo: Os professores da Ufes decidiram suspender as atividades no dia 11 de julho. A decisão da categoria foi tomada em Assembleia Geral nesta quinta-feira (4), na sede do sindicato, no campus de Goiabeiras (Ufes), em Vitória. No dia da paralisação, docentes irão se concentrar às 9 horas, em frente ao Teatro Universitário da Ufes e seguir em passeata até a Assembleia Legislativa. A Adufes preparou faixas e outros materiais para o evento e cartazes serão confeccionados na área da concentração.

Rio Grande do Norte: Os professores e estudantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) decidiram paralisar as atividades no próximo dia 11 de julho. A paralisação foi deliberada em conjunto pela e pelo DCE da instituição. Já os professores e estudantes da Uern entram na luta por uma universidade de qualidade, pública, gratuita, por mais verbas, melhores condições de trabalho, infraestrutura decente e assistência estudantil digna.

Em Mossoró, a agenda de atividades está sendo construída em conjunto com outras entidades e deverá ser definida na próxima segunda-feira, 8.

Pará: Os professores da UFPA devem paralisar suas atividades por 24 horas no próximo dia 11 de julho. A decisão foi tomada em assembleia geral da Adufpa na manhã desta quinta-feira (4), que analisou a conjuntura e destacou a necessidade da categoria aderir à paralisação e fortalecer este processo de luta. Oo dia de paralisação será marcado por mobilizações no âmbito da UFPA, além de um ato público em conjunto com as diversas categorias em luta, que deve ocorrer no dia 11 de julho nas ruas do centro de Belém.

Piauí: Os professores e Técnico-Administrativos da UFPI vão paralisar suas atividades por 24 horas neste dia 11 de julho. A decisão foi tomada em assembleia geral das categorias na manhã desta terça (9). Além da paralisação, docentes e funcionários da UFPI irão realizar, pela manhã, panfletagem na entrada da universidade e uma caminhada pelo campus, com ato de encerramento em frente à Reitoria. Á tarde, docentes da UFPI e da UESPI irão participar do Ato Público que acontecerá às 14h30 na praça da liberdade, no centro de Teresina. Os docentes da Uespi avaliaram que não valeria a pena parar as atividades no dia 11, pois nesta data o semestre letivo já estará encerrado, mas, pela manhã, estarão no campus Torquato Neto fazendo panfletagem. O panfleto cobra as nomeações dos classificados e isonomia salarial para os substitutos. No IFPI os professores estão em férias na maioria dos campi mas o SINDFIPI informa que os professores, estudantes e técnicos do IFPI irão participar ativamente das atividades de mobilização do dia 11 de Julho em Teresina e demais cidades aonde ocorrerão atividades conjuntas com as demais categorias.

Santa Maria (RS): Professores da UFSM decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (10), também paralisar suas atividades neste dia 11 de julho. Os docentes da UFSM ainda irão se juntar aos demais trabalhadores da área pública e privada de Santa Maria nas manifestações do dia 11 de julho, que começam a partir das 9h na principal praça da cidade, a Saldanha Marinho, e encerra às 17h com a realização de uma marcha pelas principais ruas e avenidas da cidade.

Rio de Janeiro: Professores da Uerj, UFF, UFRRJ e UFRJ também irão paralisar suas atividades neste dia 11. Além da paralisação, os professores vão realizar, em conjunto com trabalhadores da saúde, o “Universidade na Praça” e “Saúde na Praça”, que acontece a partir das 13h, na Praça 15, centro do Rio de Janeiro. Em seguida, trabalhadores dos dois setores irão se juntar aos demais trabalhadores no ato conjunto, cuja concentração está prevista para as 17h na Candelária. A manifestação deve reunir os docentes das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Federal Fluminense (UFF), Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

Bahia: Os professores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) deliberaram pela paralisação das atividades acadêmicas na quinta-feira (11). Os docentes irão realizar panfletagem no pórtico da Uefs, das 7h às 9h, e, em seguida, seguirão para a concentração em frente à Prefeitura de Feira de Santana, onde, juntamente com outras entidades e movimentos socais, realizarão um Ato Público. Também foi aprovada a participação dos docentes na passeata em Salvador, saindo do Campo Grande às 11h, em direção à Praça Castro Alves.

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) se unirá ao Sindicato dos Trabalhadores Técnico -administrativos da UFBA e UFRB (ASSUFBA), ao Movimento Estudantil da UFRB e à Manifestação Vem pra rua Cruz das Almas, para o ato público que acontecerá na cidade de Cruz das Almas. O ato terá início às 8h com fechamento dos portões da UFRB. Às 9h os manifestantes seguirão para a Praça Senador Temístocles, onde às 10 horas haverá uma aula pública.

Em Vitória da Conquista, por deliberação da assembleia, a Adusb participa de um fórum que reúne diversas entidades e está organizando atividade conjunta para marcar o dia de paralisação na cidade.

Minas Gerais: Docentes da Universidade Federal de Uberlândia irão paralisar suas atividades nesta quinta e participar de ato público em conjunto com outros sindicatos, movimentos sociais e estudantil. O ato terá concentração a partir das 14h, na Praça Tubal Vilela, Centro de Uberlândia, e os manifestantes devem percorrer as principais ruas do centro da cidade em direção ao prédio da Prefeitura Municipal de Uberlândia. Lá, uma comissão de representantes do movimento deverá entregar um documento ao Prefeito Municipal.

Docentes da UFV também irão paralisar suas atividades nesta quinta e entregar, às 16h, um documento solicitando a reunificação dos calendários na Reitoria da instituição. Em seguida, os docentes irão participar da Marcha do Movimento “Viçosa que queremos”.

Docentes do Sindcefet-MG também irão paralisar as atividades neste dia 11. Já os professores da UFJF devem participar do ato público que acontecerá a partir das 15h na Câmara Municipal de Juiz de Fora. Nessa tarde, será realizada uma audiência pública do Legislativo sobre o preço da tarifa do transporte público em Juiz de Fora.

Fonte: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN

Data: 10/07/2013

11 de julho é dia nacional de greves, paralisações e manifestações de rua

O dia 11 de julho foi definido pelas centrais sindicais – além da CSP-Conlutas, a Força Sindical, CUT, CTB, UGT, NCST, CGTB, CSB – como um dia de greves, paralisações e manifestações de rua, para cobrar do governo e dos patrões o atendimento de nossas reivindicações:

- Reduzir o preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos;
- Mais investimentos na saúde e educação pública;
- Fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias;
- Redução da jornada de trabalho;
- Fim dos leilões das reservas de petróleo;
- Contra o PL 4330, da terceirização;
-  Reforma Agrária

Nosso país está sendo sacudido nas últimas semanas por grandes manifestações de rua. O povo está indo às ruas, com a juventude à frente, para cobrar dos nossos governantes solução para as mazelas que afligem a vida de todos: além do transporte, saúde, educação, moradia, inflação, violência policial, corrupção, desmandos dos políticos, entre muitas outras.

A classe trabalhadora brasileira precisa ocupar o seu lugar nesta luta, entrar nela com todas as suas forças, de forma organizada, e em defesa de suas reivindicações. Somos parte e apoiamos as manifestações que estão nas ruas, apoiamos suas bandeiras. Precisamos com nossa ação, fortalecer esse processo de lutas e agregar às bandeiras das ruas, as reivindicações da nossa classe.

A estas reivindicações, obviamente, podem agregar-se outras que cada categoria achar adequado e que ajude a mobilizar os trabalhadores. 

11 de julho é dia nacional de greves, paralisações e manifestações

11 de julho é dia nacional de greves, paralisações e manifestações de rua; confira os materiais de divulgação

01/07/2013

Nosso país está sendo sacudido nas últimas semanas por grandes manifestações de rua. O povo está indo às ruas, com a juventude à frente, para cobrar dos nossos governantes solução para as mazelas que afligem a vida de todos: além do transporte, saúde, educação, moradia, inflação, violência policial, corrupção, desmandos dos políticos, entre muitas outras.

A classe trabalhadora brasileira precisa ocupar o seu lugar nesta luta, entrar nela com todas as suas forças, de forma organizada, e em defesa de suas reivindicações. Somos parte e apoiamos as manifestações que estão nas ruas, apoiamos suas bandeiras. Precisamos com nossa ação, fortalecer esse processo de lutas e agregar às bandeiras das ruas, as reivindicações da nossa classe.

O dia 11 de julho foi definido pelas centrais sindicais – além da CSP-Conlutas, a Força Sindical, CUT, CTB, UGT, NCST, CGTB, CSB – como um dia de greves, paralisações e manifestações de rua, para cobrar do governo e dos patrões o atendimento de nossas reivindicações:

- Reduzir o preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos;
- Mais investimentos na saúde e educação pública;
- Fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias;
- Redução da jornada de trabalho;
- Fim dos leilões das reservas de petróleo;
- Contra o PL 4330, da terceirização;
-  Reforma Agrária

A estas reivindicações, obviamente, podem agregar-se outras que cada categoria achar adequado e que ajude a mobilizar os trabalhadores.

Organizar a greve e os protestos em todas as categorias

- Esta é a tarefa imediata de todos os sindicatos: convocar assembleias, fazer reuniões por local de trabalho, fazer agitação política na base, informando a categoria sobre a natureza e os objetivos da mobilização, etc.

-  Os ativistas de oposição devem cobrar a realização de assembleias dos sindicatos onde atuam para decidir sobre a paralisação.

- Procurar as demais entidades nos estados para tentar coordenar os esforços para a paralisação e as manifestações que acontecerão.

- Lembremos que alem da construção da greve e da defesa da pauta comum definida pelas centrais, há também a necessidade de expormos aos trabalhadores todas as nossas opiniões acerca do processo em curso. É fundamental para nos delimitarmos das centrais que apoiam o governo. Portanto é fundamental que a CSP-Conlutas tenha um material próprio de agitação e informação (boletim, jornal, etc). Este material deve ser amplamente distribuído na nossa base e em todas as outras bases onde consigamos chegar. Alguns estados já estão providenciando. Os que não se sentirem em condições de fazê-lo devem contatar a sede nacional.

De quem vamos cobrar o atendimento destas reivindicações?

Muitas das reivindicações dos setores que representamos serão cobradas dos patrões diretamente, nas campanhas salariais ou fora delas. No entanto, a maior parte dos problemas que afetam a classe trabalhadora foram causados pelas decisões dos governo e dependem de decisões do governo federal, e também dos governos estaduais e municipais, para serem solucionados.

É para cobrar destes governo, portanto, que faremos greves e manifestações no dia 11 de julho. O governo Dilma tem demonstrado muita disposição quando se trata de atender interesses das grandes empresas e dos bancos. Pois queremos que atenda reivindicações dos trabalhadores.

Os dirigentes do Congresso Nacional estão dizendo que estão atentos à cobrança das ruas. Pois bem: queremos que seja colocado em votação a derrubada do veto à lei que acaba com o fator previdenciário; queremos que seja arquivado o PL 4330 (das terceirizações) e o PL 092 (que permite privatizar o serviço público).

O primeiro passo de uma longa jornada

Este dia de luta e estas bandeiras implicam em um passo importante no sentido de nossa classe entrar na luta. No entanto é apenas um primeiro passo. Para que se criem condições de resolver os problemas apontados nas manifestações de rua, e para atender as necessidades dos trabalhadores é preciso mudar profundamente as coisas no Brasil. Precisamos cobrar do governo a suspensão do pagamento da dívida externa e interna, que todo ano destina metade do orçamento do país aos banqueiros e grandes especuladores. Só assim haverá recursos para investir na educação, moradia, transporte e na saúde pública.

Precisamos parar as privatizações (a começar com o fim dos leilões das reservas de petróleo) e reverter as que já forma feitas, recuperar o patrimônio público que foi entregue a preço de banana para empresas privadas a preço de banana. Sem isso não há soberania nem futuro para o país. O governo precisa de parar de dar dinheiro público para as grandes empresas, para que haja recursos para financiar as políticas públicas que melhorem a vida do povo.

É preciso acabar com o domínio dos bancos sobre o nosso país. O povo brasileiro trabalha a vida inteira apenas para enriquecer banqueiros. É preciso estatizar o sistema financeiro, de modo que o sistema bancário possa estar a serviço de promover crédito barato para a população e para financiar aquilo que for de interesse da população.

Nenhuma destas mudanças será feita sem muita luta contra, pois nenhuma destas medidas cabe dentro do modelo econômico aplicado no país pelo governo Dilma (e reproduzido nos estados e municípios pelos governadores e prefeitos). Por isso é importante entender que nossa luta está apenas no começo. Que o dia 11 seja prenuncio de uma jornada duradoura e que só termine quando mudarmos o país!

O desafio das centrais sindicais e sindicatos de todo o país

Em toda luta que se pretenda vencer é preciso saber contra quem lutamos. A jornada que ora se inicia tem como objetivo fortalecer as mobilizações em curso para mudar o país e melhorar a vida dos trabalhadores e do povo pobre. Essa mudança só será possível houver uma inversão completa do modelo econômico que se aplica no país hoje. Trata-se de um modelo todo voltado para favorecer os bancos, as empreiteiras, as grandes empresas e o agronegócio.

Não vai haver investimentos necessários na educação e saúde pública, na moradia popular, nos transportes públicos, na melhoria dos salários, das aposentadorias, ampliação dos direitos dos trabalhadores enquanto este modelo persistir. E este modelo econômico que aí está não caiu do céu. Foi definido e é aplicado pelo governo que aí está. Pelo governo Dilma, principalmente, e também pelos governos estaduais e municipais.

É contra estes governos e seu modelo econômico que lutamos. Cabe às centrais sindicais, algumas delas apoiadoras do governo, fazer uma escolha. Ou ficam do lado dos trabalhadores e suas reivindicações e levam adiante esta luta contra o governo até forçarmos uma mudança de fundo no país, em benefício dos trabalhadores; ou ficam do lado do governo e acabarão tendo de abandonar a defesa dos interesses da nossa classe.

Por isso nos preocupa declarações com as que deram dirigentes da CUT, comprometendo-se a fazer campanha pela reforma política e do plebiscito conforme pedido do governo. Não há como atender a dois senhores. Defender o governo é incompatível com defender os trabalhadores. Nossa trincheira é a dos trabalhadores. Na outra estão os governos e os patrões (que são os beneficiados pelas políticas praticadas destes governos).

Presidenta Dilma: Enrolação, não!

A presidenta Dilma tem dito que está ouvindo a cobrança dos manifestantes. Mas, ao invés de apresentar solução concreta para os problemas da saúde, da educação, da moradia, do transporte, aparece com uma proposta de Reforma política e de Plebiscito. Nós achamos que o sistema político brasileiro, dominado pela corrupção, precisa sim mudar, não representa o povo brasileiro. Mas nem por isso vamos aceitar que nos vendam gato por lebre, trazendo este assunto à tona desta forma, apenas para fugir de atender nossas demandas.

Se a solução é plebiscito, por que então não convocar um plebiscito para que o povo decida se o país deve ou não aplicar 10% do PIB na educação pública, já? Porque não perguntar no Plebiscito, o que o povo acha de o país destinar metade do orçamento federal (forma 750 bilhões de reais no ano passado) para banqueiros e grandes especuladores, sob a forma de pagamento de uma dívida que ninguém sabe se existe? Porque não perguntar no Plebiscito se o povo é a favor de leiloar as reservas de petróleo que o país tem, para as empresas privadas estrangeiras?

Agora, Plebiscito para que os mesmos políticos e partidos que sempre dominaram a política brasileira definam como é que vão continuar dominando, não tem nenhum sentido. Se fosse Plebiscito para mudar mesmo, porque então não perguntar se o povo é a favor, sim ou não, de que o salário de um deputado, senador, presidente da república, seja igual ao salário de um professor? Se o povo é a favor, sim ou não, da revogabilidade do mandato do político que não cumprir seus compromissos de campanha? Ou se o povo é a favor, sim ou não, de confiscar todos os bens e colocar na cadeia os corruptos e os corruptores?

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Congresso prorroga a vigência da MP sobre carreira docente


Congresso prorroga a vigência da MP sobre carreira docente

O Congresso Nacional prorrogou, na última semana, por mais sessenta dias prazo de vigência da Medida Provisória 614/2013, que trata da carreira dos docentes das Instituições Federais de Ensino (IFE). Em tramitação, desde 15 de maio, na Comissão Mista do Congresso, sob a relatoria do Deputado Roberto Santiago (PSD/SP) e do relator revisor Senador Luiz Henrique (PMDB/SC), a MP já recebeu 176 emendas de parlamentares.

“Embora tenha sido justificada em torno de um factoide, a inciativa do governo de mandar uma MP ao Congresso reabre o debate em torno da carreira docente e a oportunidade das emendas parlamentares recuperarem o sentido da reestruturação”, aponta Luiz Henrique Schuch, vice-presidente do ANDES-SN.

A MP 614/2013 tramita em caráter de urgência na Comissão Mista do Congresso e, com a prorrogação, passa a trancar a pauta em setembro deste ano. O requerimento de uma audiência pública para debater o conteúdo da medida já foi apresentado pelo deputado Antônio Balhmann (PSB/CE).

Histórico
Em maio, o Executivo lançou mão da MP 614/2013, com a intenção de dar resposta às críticas de diversos setores que brotaram após a entrada em vigor, em março, da Lei 12.772, principalmente no que diz respeito ao ingresso de docentes com titulação como "Professores Auxiliares" nos quadros das universidades federais e também sobre as condições para inscrição nos concursos públicos.

A lei, sancionada no final de 2012, contém elementos do simulacro de acordo firmado entre o governo e seu braço sindical e foi aprovada de forma sumária tanto na Câmara quanto no Senado, sob pressão do pedido de urgência apresentado pelo Executivo. Isto em confronto às propostas reiteradamente apresentadas pelos docentes organizados e em greve que durou mais de quatro meses no ano de 2012.


Fonte: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior-ANDES-SN

Data: 10/07/2013

ANDES-SN defende qualidade na expansão das universidades públicas

ANDES-SN defende qualidade na expansão das universidades públicas

Durante participação em Audiência Pública no Senado Federal, diretor do ANDES-SN afirma que necessidade educacional da nação brasileira não será atendida pelo ensino comercial

A importância de ampliar o financiamento da educação pública brasileira, a partir do investimento imediato dos 10% do PIB para o setor, a desmercantilização e refundação do espaço público de produção do conhecimento e a reestruturação da carreira docente, valorização salarial e apoio a qualificação permanente dos professores foram amplamente defendidos pelo ANDES-SN durante participação na Audiência Pública Os Impasses e as Perspectivas da Expansão da Educação Superior Brasileira, promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, na manhã desta quarta-feira (10).

Os participantes da mesa, que representaram as instituições Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), Movimento Todos pela Educação, Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), além do ANDES-SN, têm opiniões divergentes sobre o processo de expansão da educação superior no Brasil. Para o ANDES-SN, o governo deve investir na expansão qualitativa da educação pública e a Contee critica as políticas de privatização. Já as demais instituições acreditam que o investimento deve ser feito independente dos setores, e inclusive na educação comercial.

“A nação brasileira permanece como um projeto incompleto e a necessidade educacional não será atendida pelo ensino comercial”, alertou o 1º vice-presidente do ANDES-SN, Luiz Henrique Schuch, que citou como consequências da mercantilização do ensino, sua redução instrumental apenas como mais um insumo ao processo econômico e a transformação do ambiente acadêmico a favor do individualismo e do segredo.

Para Schuch, a educação deve ser tratada como um todo, e não de forma segmentada. “A política educacional, temática fundamental para o Brasil, não pode compreender os ciclos descolados uns dos outros. A política de ensino superior deve ser formulada em conjunto com os demais graus e a base sempre estará no ensino fundamental”. A visão do diretor do ANDES-SN foi compartilhada pelo senador Cristovam Buarque (PTD-DF), que ressaltou os grandes problemas enfrentados pela educação básica no país.

Durante a apresentação, o 1º vice-presidente do ANDES-SN fez uma contextualização da educação brasileira no panorama mundial. “O Brasil possui uma das mais baixas taxas populacionais com formação de nível superior, inclusive da América Latina.” Segundo Schuch, isto é agravado porque mais de três quartos das vagas se dão no ensino comercial da rede privada, além de a maioria ser ofertada em estabelecimentos isolados, e não em universidades.


Para o diretor do ANDES-SN, os fatores que determinam a expansão de cursos não têm conexão com a necessidade social. “As vagas para os cursos de Administração são mais numerosas que todas as disponíveis para profissões da área da saúde juntas”, exemplificou. Schuch acrescenta ainda que 95% da propriedade intelectual (patenteável) continuam concentradas no hemisfério norte, de forma estável, e cada vez mais retidas como segredo das grandes corporações econômicas.

A importância do financiamento para uma expansão de qualidade no setor também foi reforçada pelo diretor do ANDES-SN. “As taxas de investimento do PIB em educação no Brasil estão entre as mais baixas nos países que buscam o desenvolvimento e sobre nós recai a responsabilidade de recuperar um atraso histórico que tem custo. Quais os motivos capazes de mobilizar o poder público das três esferas para os megaeventos, como a Copa do Mundo e Olimpíadas, e essa motivação não aparece na hora de buscar solução para as questões da educação?”, questionou.

Atuação do ANDES-SN


Schuch destacou os mais de 30 anos de atuação do ANDES-SN na defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade, além de apresentar as publicações produzidas pelo Sindicato Nacional nos últimos anos: a Revista Universidade e Sociedade, o Caderno 2 – Proposta do ANDES-SN para a Universidade Brasileira -, e a Revista Dossiê Nacional 3: Precarização das Condições de Trabalho I.

O diretor do ANDES-SN conta que as consequências da heteronomia e dos erros e faltas cometidos no programa de expansão das instituições de ensino superior aplicado nos últimos anos, com a implementação do modelo Reuni, se expressam também nas condições precárias às quais a comunidade acadêmica das Instituições Federais de Ensino tem sido submetida. Tal situação foi levada ao MEC, amplamente denunciada durante a greve de mais de 120 dias no ano passado e está retratada na Revista Dossiê, distribuída aos presentes. “A Revista mostra o nível de precarização do trabalho e constrangimento do padrão curricular, interrupção de cursos, além da falta de recursos materiais e humanos necessários ao processo de expansão”, afirma Schuch. E complementa dizendo que é urgente a revogação imediata do cipoal de normas e práticas do poder Executivo que vem tolhendo a autonomia e as bases democráticas das universidades públicas.

Sobre a universalização do acesso ao ensino superior, o diretor do ANDES-SN afirmou: “há fontes para sustentar esta expansão com qualidade. No PNE, é necessário o compromisso pela aplicação dos 10% do PIB na educação pública. O atual texto do PNE que está para ser aprovado é prodígio em metas e abrangência inclusiva, mas é necessário apontar explicitamente de forma obrigatória a destinação dos meios necessários para se atingir estas metas, que envolvem financiamento, profissionais, plano de carreira, salários e reestruturação da carreira. Uma boa oportunidade para que os parlamentares possam atuar no sentido da valorização dos professores é intervir na tramitação da MP 614 no sentido da reestruturação da carreira dos docentes federais”, diz.


Fonte: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior-ANDES-SN

Data: 10/07/2013

terça-feira, 2 de julho de 2013

11 de julho de 2013 - Dia Nacional de luta (greves, paralisações e manifestações) da JUVENTUDE E DOS/AS TRABALHADORES/AS!!

Onze de julho é dia de greves, paralisações e manifestações de rua


Nosso país está sendo sacudido nas últimas semanas por grandes manifestações de rua. O povo está indo às ruas, juventude à frente, para cobrar dos nossos governantes solução para as mazelas que afligem a vida de todos: além do transporte, saúde, educação, moradia, inflação, violência policial, corrupção, desmandos dos políticos, entre muitas outras.
A classe trabalhadora brasileira precisa ocupar o seu lugar nesta luta, entrar nela com todas as suas forças, de forma organizada, e em defesa de suas reivindicações. Somos parte das manifestações que estão nas ruas, apoiamos suas bandeiras. Precisamos com nossa ação, fortalecer esse processo de lutas e agregar às bandeiras das ruas, a s reivindicações da nossa classe.
O dia 11 de julho foi definido pelas centrais sindicais – além da CSP-Conlutas, a Força Sindical, CUT, CTB, UGT, NCST, CGTB, CSB – como um dia de greves, paralisações e manifestações de rua, para cobrar do governo e dos patrões o atendimento de nossas reivindicações:
- Reduzir o preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos;
- Mais investimentos na saúde e educação pública;
- Fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias;
- Redução da jornada de trabalho;
- Fim dos leilões das reservas de petróleo;
- Contra o PL 4330, da terceirização;
-  Reforma Agrária
Além destas bandeiras, definidas unitariamente, cada setor deve agregar outras, relacionadas à sua situação concreta. Tudo deve ser feito para fortalecer as possibilidades de mobilização da base para participar deste dia de greves e manifestações.
De quem vamos cobrar o atendimento destas reivindicações?
Muitas das reivindicações dos setores que representamos serão cobradas dos patrões diretamente, nas campanhas salariais ou fora delas. No entanto, a maior parte dos problemas que afetam a classe trabalhadora foram causados pelas decisões dos governo e dependem de decisões do governo federal, e também dos governos estaduais e municipais, para serem solucionados.
É para cobrar destes governo, portanto, que faremos greves e manifestações no dia 11 de julho. O governo Dilma tem demonstrado muita disposição quando se trata de atender interesses das grandes empresas e dos bancos. Pois queremos que atenda reivindicações dos trabalhadores.
Os dirigentes do Congresso Nacional estão dizendo que estão atentos à cobrança das ruas. Pois bem: queremos que seja colocado em votação a derrubada do veto à lei que acaba com o fator previdenciário; queremos que seja arquivado o PL 4330 (das terceirizações) e o PL 092 (que permite privatizar o serviço público).
Enrolação, não!
A presidenta Dilma tem dito que está ouvindo a cobrança dos manifestantes. Mas, ao invés de apresentar solução concreta para os problemas da saúde, da educação, da moradia, do transporte, aparece com uma proposta de Reforma política e de Plebiscito. Nós achamos que o sistema político brasileiro, dominado pela corrupção, precisa sim mudar, não representa o povo brasileiro. Mas nem por isso vamos aceitar que nos vendam gato por lebre, trazendo este assunto à tona desta forma, apenas para fugir de atender nossas demandas.
Se a solução é plebiscito, por que então não convocar um plebiscito para que o povo decida se o país deve ou não aplicar 10% do PIB na educação pública, já? Porque não perguntar no Plebiscito, o que o povo acha de o país destinar metade do orçamento federal (forma 750 bilhões de reais no ano passado) para banqueiros e grandes especuladores, sob a forma de pagamento de uma dívida que ninguém sabe se existe? Porque não perguntar no Plebiscito se o povo é a favor de leiloar as reservas de petróleo que o país tem, para as empresas privadas estrangeiras?
Agora, Plebiscito para que os mesmos políticos e partidos que sempre dominaram a política brasileira definam como é que vão continuar dominando, não tem nenhum sentido. Se fosse Plebiscito para mudar mesmo, porque então não perguntar se o povo é a favor, sim ou não, de que o salário de um deputado, senador, presidente da república, seja igual ao salário de um professor? Se o povo é a favor, sim ou não, da revogabilidade do mandato do político que não cumprir seus compromissos de campanha?
Só a luta vai garantir o atendimento de nossa reivindicações
Precisamos realizar um grande dia de protesto em todo o país, dia 11 de julho. Todos devem participar da luta, com greves, paralisações e manifestações de rua. Vamos cobrar dos governos e dos patrões o atendimento das reivindicações dos trabalhadores.

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30/06/2013