domingo, 13 de setembro de 2015

Comunicado nº 40 do CNG/ANDES-SN: contraproposta para a negociação setorial com o governo


O Comando Nacional de Greve do ANDES-SN realizou reunião no dia 12/09/2015, tendo como principal ponto de pauta a elaboração de uma contraproposta a ser apresentada na próxima reunião setorial com o governo. O comunicado nº 40, de 13/09/2015, apresenta a contraproposta e os encaminhamentos para as seções sindicais quanto à mesma:

1 – Realizar Assembleias Gerais até dia 17 de setembro, para apreciação e posicionamento das questões apresentadas no texto acima.
2 – Enviar os resultados das Assembleias Gerais para o CNG/ANDES-SN até às 19h do dia 17 de setembro.


Comunicado Nº 40


02 – NOVOS ELEMENTOS PARA DEFINIÇÃO DE ESTRATÉGIAS DE NEGOCIAÇÃO DA PAUTA DA GREVE DOS DOCENTES FEDERAIS
O Comando Nacional de Greve, a partir da avaliação de conjuntura encaminhada no Comunicado nº 39, de 11 de setembro, discutiu a necessidade de ampliar a pressão sobre o MEC e MPOG para que estes apresentem respostas concretas a nossa pauta. Considerando que, nas próximas semanas pode ocorrer Mesa de reunião setorial, é necessário que o CNG esteja preparado para confrontar o governo com a exigência de respostas efetivas a questões objetivas de nossa pauta específica. Desta forma, o CNG encaminha para apreciação das assembleias gerais a sistematização dessas questões, conforme se segue.
1- Defesa do caráter público da universidade
1.1- Exigir do Ministro da Educação que assine compromisso de não adoção nas IFE da forma mercantil de gerenciamento e contratação, através das OS ou formas equivalentes;
1.2- Reversão dos cortes no orçamento, com a garantia dos valores previstos na Lei Orçamentária de 2015 e as suplementações necessárias para garantir a manutenção e investimentos já previstos, levando em conta as demandas pela qualidade do trabalho e estudo, incluindo a assistência e permanência estudantil;
2– Condições de trabalho
2.1- Concursos:
Exigir que o MPOG libere e o MEC apresente cronograma de concurso para as novas vagas, já aprovadas em lei: 4.090 para docentes; 150 para o cargo de titular livre e 5091 de STA;
2.2- Obras:
Compromisso com cronograma de finalização das obras em andamento e o compromisso de liberação de verbas para novas obras e equipamentos necessários diante da expansão já realizada e projetada pelas IFE;
3- Garantia de autonomia
Revogação da Lei 9192/95 e o parágrafo único do artigo 56 da Lei 9394/96 (LDB) que ferem os preceitos constitucionais da democracia e da autonomia (escolha dos dirigentes e composição dos conselhos superiores respectivamente);
4- Reestruturação da carreira e Valorização salarial
A partir da aprovação pelas Assembleias dos docentes de que o percentual negociado com o governo deverá ser aplicado à reestruturação da carreira docente, garantida a paridade entre ativos e aposentados, tendo em vista avançar em relação aos princípios e à concepção de reorganização da Carreira, o CNG apresenta os seguintes elementos para apreciação.
O governo, ao apresentar sua proposta de reajuste em quatro anos na mesa setorial, disse que a reestruturação da carreira seria tratada em grupo de trabalho (“Comitê Provisório”), com efeitos financeiros após a incidência dos índices de reajuste em quatro anos, isto é, tais efeitos seriam apenas para 2020 (Comunicado Nº 37, 31/08/2015). A unidade do Fórum das Entidades Nacionais de Servidores Públicos Federais rejeitou a proposta de reajuste em quatro anos, levando o governo a apresentar, para algumas entidades, redução na temporalidade do reajuste, que passaria para dois anos, mas ainda abaixo da inflação, a saber: 5,5% em 01/01/2016 e 5,0% em 01/01/2017, o que dá um índice acumulado de 10,78%, que está abaixo da inflação do período. Nos termos citados acima, o CNG entende que continua, na greve, a luta para se conquistar valores que recomponham os salários corroídos pela inflação e que as correções da estrutura remuneratória se iniciem já em 2016. Para tanto, apresentamos o estudo abaixo e solicitamos posicionamento das assembleias sobre as questões que estão destacadas no texto.
Tabela 1. Valores atuais dos vencimentos básicos das carreiras do magistério superior e da EBTT e as relações existentes entre piso e teto e entre regimes de trabalho.
tabela1
A tabela 1 é composta pelos valores atuais do Vencimento Básico das carreiras do Magistério Superior e da EBTT, nos três regimes de trabalho, 20 horas, 40 horas e Dedicação Exclusiva. Informa, para cada regime, a relação existente entre o teto e a base, isto é, entre o maior e o menor valor, sendo esta relação, de 1,5 para 20h, 1,55 para 40h e 1,67 para DE. Na proposta do ANDES-SN, com degraus fixos de 5%, esta relação seria constante de 1,8. Há, portanto, um achatamento vertical da tabela. No que diz respeito à relação entre regimes de trabalho, os resultados são diferenciados, com média de 1,43 entre 20h e 40h e média de 1,48 para DE. Na proposta do ANDES-SN, o VB do 40h seria igual a duas vezes o de 20h e o DE seria igual a 1,55 vezes o de 40h. Comparando-se os vencimentos atuais, dos regimes de trabalho, observa-se, então, um achatamento horizontal, que atinge os regimes de 40h e o de Dedicação Exclusiva. Isso significa que a reestruturação da malha salarial tem que enfrentar este duplo achatamento.
Para se trabalhar a correção da tabela, devem ser introduzidos, em termo de acordo e em lei, degraus regulares e que estes sejam os mesmos para os três regimes de trabalho, que passem a vigorar já em 2016, sem prejuízo de modificações para melhorar nos anos seguintes. No que diz respeito às relações entre regimes de trabalho, a maior defasagem pode ser observada quando se olha para a coluna do VB de 40h, cujos valores estão muito afastados do que deveriam ser, o dobro dos valores em 20h. Já para os valores do VB no regime de DE em relação aos valores em 40h, verifica-se que estes estão mais próximos do que é defendido pelo Sindicato. Nas condições atuais deve-se estabelecer em acordo e em lei uma definição para a DE relativamente ao regime de 40h. O desafio é a elevação dos valores do Regime de 40h, o que requer uma elevação da média de 1,43 para 2, demandando um processo progressivo no tempo.
Tabela 2. Variações atuais entre níveis e entre classes, nos regimes de 20h, 40h e DE nas carreiras do magistério federal e as médias destas variações.
tabela2
A tabela 2 informa a variação entre cada nível e entre cada classe, que é bastante aleatória, sendo a menor de 0,15% e a maior de 21,9% (destacadas na tabela). Observa-se, em cada regime de trabalho, que as diferenças entre níveis, ainda que sem critérios claros, é inferior às diferenças entre classes. O maior salto ocorre entre C, Adjunto (MS) DIII nível 4 (EBTT) e D, Associado (MS) DIV (EBTT) nível 1: 9,59% no regime de 20h, 13,89% no regime de 40h e 21,9% no regime de DE. Está posto, então, que é preciso apresentar uma proposta que reduza significativamente tal diferença e eleve as que se encontram muito baixas progressivamente. A proposta de carreira do ANDES-SN baseia-se apenas em níveis, assunto que deverá ser tratado em grupo de trabalho. Neste momento, a organização da carreira em classes não deverá estar em discussão, mas apenas a organização da malha salarial. Devemos trabalhar degraus entre níveis e entre classes, e as relações entre os regimes de trabalho para que, de forma gradual se avance na direção da proposta do sindicato.
O CNG encaminha as questões abaixo para apreciação e posicionamento das assembleias.
Questão 1: Condicionar a possibilidade de acordo financeiro com vigência para 2016 e 2017 à aceitação, pelo governo, de promover reestruturação inicial da malha salarial dos docentes com parâmetros definidos em termo de acordo e fixados em lei, tendo como referência o índice de 19,7% já aprovado pelas assembleias,
Para essa negociação de reestruturação da malha salarial, deve-se partir do piso gerador, que seria o valor do VB para classe A, Auxiliar (MS), DI (EBTT) nível 1, cujo valor é R$ 2.018,77, buscando a superação dos achatamentos vertical e horizontal atuais, observados nas tabelas 1 e 2, pois quanto maior for o piso, menores serão as possibilidades para as correções das distorções existentes. Neste sentido, não convém, neste momento, reivindicar o salário mínimo do DIEESE, R$ 3.258,16 (valor de agosto de 2015), conforme consta na proposta de carreira do ANDES-SN.
Questão 2: Na atual negociação manter o piso de R$ 2.018,77 para possibilitar avanços na reestruturação da tabela de VB com degraus na sua evolução vertical e na relação entre regimes de trabalho.
No atual processo de negociação, é preciso discernir entre o que se busca avançar agora e o que fica para ser tratado em grupo de trabalho e negociações futuras. No imediato devem ser tratados aspectos estruturantes básicos e a definição de GT precisa ter aspectos conceituais, o que também precisam ser negociados já. A referência básica do CNG para isso deve ser o acordo firmado com o Secretário da SESU em abril de 2014, pois neste GT precisa haver espaço para tratar de questões tais como: carreira única do magistério federal, um único cargo, uma linha só no contracheque, com incorporação da RT, fim de classes e existência apenas de níveis com degraus constantes entre eles, possibilidade de todos os professores se desenvolverem até o último nível da carreira dentro da faixa salarial correspondente à sua titulação, entre outras questões. Isso significa que, na negociação atual da malha salarial, estaremos trabalhando, ainda, com a existência das duas carreiras, com classes e níveis e com VB e RT. Destas considerações emanam as próximas questões.
Questão 3: Considerando-se que ainda e existem classes e níveis, negociar degraus, que venham a constar em  acordo e em lei, buscando elevar a relação entre piso e teto para cada regime de trabalho, podendo haver diferença para os degraus entre classes e os entre níveis, para reduzir o achatamento vertical, objetivando, ainda a redução da maior variação hoje existente, entre Adjunto nível 4 e Associado (MS) e entre DIII nível 4 e DIV nível 1 (EBTT).
Questão 4: Exigir que os termos de instituição de Grupo de Trabalho proposto pelo governo para tratar da carreira garantam o tratamento das questões estruturantes da proposta do ANDES-SN, conforme acordado com a SESU em abril de 2014.
Questão 5: Exigir que, a partir de 01/01/2016, o VB para DE corresponda a 1,55 vezes o de 40h e que isto conste de acordo e de lei e que se avance progressivamente na relação entre os VB de 40h e de 20h, até que o de 40h corresponda ao dobro do de 20h.
Questão 6: O CNG deve, nos termos estritos das questões 1 a 5, negociar com vistas a obter os avanços estruturais na malha salarial, e qualquer proposta de acordo será submetida à apreciação e deliberação das assembleias.
Evitou-se, nas questões apresentadas, tratar da reorganização da RT, pois suas distorções são muito complexas. A opção adotada é por estabelecer uma elevação do peso do VB na composição da remuneração, com vistas ao tratamento da titulação futuramente. Acrescentamos, em anexo, uma simulação para que se possa ter uma ideia do aqui proposto, lembrando, que se trata apenas de uma simulação.
03 – ENCAMINHAMENTOS:
1 – Realizar Assembleias Gerais até dia 17 de setembro, para apreciação e posicionamento das questões apresentadas no texto acima.
2 – Que os resultados das Assembleias sejam enviados ao CNG, até 19h, do dia 17 de setembro.
04 – ANEXOS AO TEXTO
Simulação de reestruturação da malha salarial em 2016 e 2017
Simulação 2016.
simulação 2016
Simulação 1 2017
simulação 1 2017
 FONTE: CNG/ANDES-SN

Docentes, estudantes e técnicos do IFPI realizam protesto durante a passagem da presidente Dilma por Teresina


O Comando Estadual de Greve do SINDIFPI, juntamente com estudantes organizados pela ANEL-Piauí, técnico-administrativos do IFPI organizados pelo SINTAE-IFPI, professores da UFPI organizados pela ADUFPI membros da CSP-Conlutas compareceram no último dia 11 de setembro ao Teresina Hall, onde a presidente Dilma Rousseff recebeu integrantes de movimentos sociais alinhados ao governo para um evento laudatório intitulado ironicamente de "Dialoga Brasil". 




 Do lado de fora, os que reivindicam esse diálogo desde 28 de maio, início da greve dos docentes federais, mostraram à sociedade piauiense a farsa do lema "Pátria Educadora", que se revela nos cortes de mais de R$ 10 bilhões do orçamento da educação federal, nos anos de perdas salariais acumuladas de docentes e técnicos e na precarização das condições de trabalho e estudo, resultante dos cortes e da política de expansão feita sem garantia de recursos para oferecer uma educação de qualidade aos filhos da classe trabalhadora. 


O ato denunciou a opção do governo pelo grande capital e empresariado, ao realizar um ajuste fiscal que corta direitos trabalhistas, compromete e precariza os empregos para garantir o lucro e cobra dos trabalhadores a conta da crise econômica. A atividade também serviu para denunciar os sindicalistas e movimentos sociais que se colocaram ao lado do governo e colaboram, por ação ou omissão, com os ataques aos serviços públicos.

 Aprovada pelo Comando Estadual de Greve do SINDIFPI, a atividade mostrou a necessidade de continuarmos mobilizados para pressionar o governo federal pela efetiva negociação das nossas pautas e uma resposta concreta e positiva sobre os ataques sistemáticos que tem efetuado sobre a educação pública.






ATIVIDADES DO COMANDO ESTADUAL DE GREVE E COMANDOS LOCAIS DOS CAMPI EM AGOSTO E SETEMBRO

Apresentamos abaixo algumas das atividades desenvolvidas pelo Comando Estadual de Greve/ SINDIFPI e pelos Comandos Locais de Greve dos Campi

05/08 – Panfletagem no Centro de Valença
05/08 – Aula pública em São João do Piauí
06/08 – Reunião do CLG/SINDIFPI com docentes do campus de Floriano
11/08 – Debate sobre a maioridade penal no THE-Zona Sul
12/08 – Ato público em Uruçuí
14/08 – Curso de Formação Sindical promovido pelo SINDIFPI e CSP-Conlutas aos integrantes dos Comandos de Greve
17/08 – Ato público - Caminhada em Defesa da educação Pública - em Picos (estudantes, pais, docentes e técnicos do IFPI e UFPI)
17/08 a 27/08 – Reuniões de negociação da pauta local do IFPI
18/08 – Ato unificado dos SPFs em Teresina
20/08 – Reunião com docentes de Oeiras - deflagração de greve no campus
27-28/08 - Caravana à Brasília (participação de estudantes e docentes do IFPI)
28/08 – Participação do SINDIFPI na fundação do SINTAE - Sindicato dos Técnico-Administrativos em Educação do IFPI
28/08 - Reunião do Comando Estadual de Greve
02/09 – Ato público em Oeiras
02/09 – Café da manhã e reunião do Comando Estadual de Greve e Assessoria Jurídica do SINDIFPI com docentes de Uruçuí
03/09 – Assembleia Geral do SINDIFPI -  definição pela continuidade e fortalecimento dagreve, participação no Ato dos Excluídos, realização da Plenária Unificada da Educação Federal no dia 9 de setembro e participação na Marcha dos Trabalhadores e Trabalhadoras da CSP-Conlutas, no dia 18 de dezembro em São Paulo
04/09 – Participação do SINDIFPI no Ato dos Excluídos
07/08 – Ato público dos docentes e estudantes do campus Floriano no desfile de 7 de setembro
08/09 - Reunião do Comando Local de Greve com pais de estudantes do campus de São Raimundo Nonato
09/09 – Plenária da Educação Federal promovida pelo SINDIFPI em conjunto com estudantes e técnico-administrativos em Teresina
10/09 – Plenária sindical e popular para a organização da marcha dos trabalhadores e trabalhadoras da CSP-Conlutas
11/09 – Reunião do CLG/SINDIFPI – encaminhamentos das próximas atividades
11/09 – Protesto na visita da presidente Dilma à Teresina - Ato pela negociação das pautas de greve

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

CAMPI DE URUÇUÍ, COCAL E PEDRO II ADERIRAM À GREVE NACIONAL DOS/AS DOCENTES FEDERAIS!

Os campi de Uruçuí, Cocal e Pedro II aderiram à greve nacional dos docentes federais! No último dia 5/8 os docentes do Campus Uruçuí, em reunião com a presença do SINDIFPI, deflagraram greve, bem como os servidores técnico-administrativos do campusNo dia 12/08 os docentes e técnicos do campus realizaram ato público em Praça central da cidade, para divulgar o movimento à população.

Campus Uruçuí em luta!

No Campus Cocal, a greve foi decidida em reunião no dia 10/8, e contou no dia 11/8 com a presença do SINDIFPI e Comando Estadual de Greve. 

Já no campus Pedro II, a greve foi deflagrada no dia 13/08, em reunião com a presença do Comando Estadual de Greve.


 Pedro II

  Pedro II

 Pedro II

  Pedro II

 Pedro II

Há braços na luta!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

ASSEMBLEIA GERAL APROVA FORTALECIMENTO DA GREVE E CONTRAPROPOSTA PARA O GOVERNO

O SINDIFPI realizou Assembleia Geral Permanente, precedida de café da manhã, no dia 29 de julho, no Pátio do Campus Teresina-Central, tendo como pontos de pauta informes, avaliação das reuniões com o MPOG e MEC, eleição do delegado do SINDIFPI ao 60º CONAD e encaminhamentos. 



Nos informes do Comando Estadual de Greve, informou-se sobre a caravana à Brasília, as reuniões com a Reitoria nos dias 14 e 16 de julho, a aula pública contra os cortes de verbas da educação, no dia 15 de julho. Nos informes dos  Comitês locais dos campi, os presentes foram informados da realização de atividades nos campi de Piripiri e São Raimundo Nonato.
No ponto da avaliação das reuniões, foi informado sobre as reuniões com o MPOG e o MEC, respectivamente nos dias 20 e 22 de julho, sobre a manutenção da proposta pelo governo e sobre a elaboração de uma contraproposta pelo Fórum das Entidades dos Servidores Públicos Federais.





Após as intervenções, foi realizada votação dos encaminhamentos propostos pelo SINDIFPI, aprovados por UNANIMIDADE:
  •  Exigir uma audiência da Presidente da República com o ANDES-SN para tratar da pauta de reivindicações da educação federal;
  •  Aplicação do índice de reajuste de 19,7% em uma única parcela em 2016;
  •  Garantia da data base anual em 1º de maio;
  •  Isonomia dos benefícios com os demais poderes;
  •  Restruturação da carreira docente;
  •  Garantia da paridade entre ativos e aposentados;
  •  Não aceitar a chantagem do governo que condiciona a correção dos benefícios (auxílio saúde, alimentação e pré-escola) à aceitação do reajuste parcelado em 4 anos;
  •  Reversão dos cortes de verbas da educação
  
  No último ponto, foi informado sobre a realização do 60º CONAD do ANDES-SN, de 13 a 16 de agosto em Vitória-ES, e da necessidade de envio de um(a) delegado(a) representando o SINDIFPI. Após defesa, foi aprovado o nome das professoras Aritana Sousa Dutra de Melo como titular e Patrícia Soares de Andrade como suplente.

domingo, 19 de julho de 2015

Reitoria do IFPI publica nota sobre os cortes de verbas no Orçamento

Na reunião entre o Comando Local de Greve e a Reitoria, ocorrida no dia 14/07, na qual a grande presença de docentes, estudantes e técnicos de vários campi mostrou a força da greve no IFPI, foi solicitado ao Reitor que se posicionasse publicamente contra os cortes de verbas no orçamento da educação. Também foi solicitado que a Reitoria declarasse seu apoio, afirmado verbalmente, ao movimento grevista, uma vez que este se pauta pela defesa de mais investimentos para a educação pública e pela consequente valorização dos profissionais e melhoria das condições de trabalho e estudo. A apesar da resistência da administração a um posicionamento mais direto e incisivo sobre os cortes de verbas, a Reitoria do IFPI divulgou nota sobre o corte de verbas da educação:



Aguardamos ainda, da Reitoria, o apoio formal ao movimento grevista, para que o compromisso com a qualidade da educação ofertada pelo IFPI se expresse no apoio à luta de docentes, estudantes e técnico-administrativos contra os ataques à educação pública representados pelos cortes de verbas e pela desvalorização dos profissionais da educação federal.

sábado, 18 de julho de 2015

Pressão da mobilização faz governo agendar reuniões com servidores federais

18 DE JULHO DE 2015

Semana será marcada por reuniões com o conjunto dos servidores (20) e também setoriais. ANDES-SN se reúne com o governo na quarta (22), mesmo dia da marcha dos SPF à Brasília
000Diante da forte mobilização dos servidores públicos federais (SPF), com diversas categorias em greve e outras já com indicativo de paralisação por tempo indeterminado definido, o governo federal agendou novas reuniões. Na segunda-feira (20), o Fórum das Entidades Nacionais dos SPF terá audiência com a Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento (SRT/Mpog) e na quarta-feira (22), mesmo dia em que acontece a Marcha dos SPF à Brasília, o ANDES-SN se reúne com o governo para tratar da pauta específica dos docentes federais.
A expectativa é que na próxima semana, o governo apresente propostas efetivas tanto à pauta unificada dos SPF quanto às pautas específicas de cada categoria. Na última reunião entre a SRT/Mpog e o Fórum dos SPF, os representantes do governo reafirmaram a proposta de reajuste parcelado em quatro anos e ignorou o restante das reivindicações do funcionalismo, que foi rechaçada pelas diversas categorias do funcionalismo federal, pois não dialoga com a pauta e ainda promove o confisco do salário dos servidores federais, uma vez que desconsidera as perdas acumuladas (2010-2015) e a inflação prevista para os próximos quatro anos. Veja mais aqui.20_Boa
Já em relação à mesa setorial da educação federal, a resposta apresentada pela Secretaria da Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC) à pauta dos docentes federais foi rechaçada pelos professores federais, em greve desde 28 de maio. Para a categoria, o governo desrespeita a comunidade acadêmica e desconsidera a realidade precária das Instituições Federais de Ensino, aprofundada pelos cortes no orçamento da Educação Federal, que impactaram drasticamente a vida acadêmica.Saiba mais.
Mobilização
Na quarta-feira (22), os servidores públicos federais realizam uma marcha a Brasília para cobrar negociação efetiva da pauta unificada protocolada pelo Fórum dos SPF. O ANDES-SN reforça o chamado para que as seções sindicais intensifiquem a mobilização para participação no ato, para pressionar o governo e também avaliar a resposta que deverá ser apresentada pelo Ministério do Planejamento ao conjunto dos servidores federais, na segunda (20).
FONTE: http://grevenasfederais.andes.org.br/2015/07/18/pressao-da-mobilizacao-faz-governo-agendar-reunioes-com-servidores-federais/

COMANDO GREVE REALIZOU AULA PÚBLICA CONTRA OS CORTES DE VERBAS DA EDUCAÇÃO

No último dia 16/07  o Comando Local de Greve do IFPI/ SINDIFPI realizou uma Aula Pública como atividade do Dia Nacional de Lutas contra os cortes de verbas do orçamento e por mais investimento público na educação pública.

A atividade foi realizada na Praça da Liberdade, em Teresina, e contou com a participação de docentes de vários campi do IFPI, além de estudantes, técnicos, representantes da Assembleia Nacional dos Estudantes Livre-ANEL, CSP-Conlutas e ADCESP.

Na aula foi distribuído material informativo sobre o financiamento da educação, o orçamento federal e os cortes de verbas, com ênfase para os cortes no orçamento da educação, que atingem todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão da educação federal.










SINDIFPI PARTICIPOU DE CARAVANA À BRASÍLIA NO DIA 7 DE JULHO

O SINDIFPI participou, no último dia 7 de julho, da Caravana à Brasília em Defesa da Educação Pública, levando um ônibus com docentes, técnico-administrativos e estudantes do IFPI, UFPI e UESPI. 

Delegação do SINDIFPI
A atividade foi organizada pelo ANDES-SN, FASUBRA, SINASEFE, ANEL e Oposição de Esquerda da UNE, e reuniu em torno de 5 mil pessoas. 




As entidades se reuniram próximo à Catedral de Brasília e marcharam em direção ao MEC, onde solicitaram audiência com o Ministro, cuja indisposição para o diálogo mostrou-se em sua recusa de receber as entidades. Com bastante força, entretanto, docentes, técnicos e estudantes mostraram a força da mobilização contra os ataques à educação pública, os cortes de verbas, a precariedade das condições de trabalho e estudo e a desvalorização salarial dos profissionais.




Em greve no IFPI desde 28 de maio, o SINDIFPI esteve representado por docentes de Floriano, Teresina-Zona Sul, São Raimundo Nonato, Picos e Piripiri. Já os estudantes representaram os campi de Parnaíba, Piripiri, Teresina-Central e Teresina-Zona Sul, Angical, Floriano, Picos e São Raimundo Nonato, de onde também registrou-se a participação de técnico-administrativos.
 



Após o ato no MEC, as entidades seguiram para o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, para mobilização durante a reunião com as entidades do Fórum dos Servidores Públicos Federais.


domingo, 12 de julho de 2015

Professores do IFPI rejeitam proposta do governo: greve completa 1 mês

Cortes no orçamento causam paralisação de reformas e até corte em viagens e diárias

Em assembléia realizada na manhã desta quinta-feira (02) os professores do IFPI rejeitaram a proposta de reajuste salarial do MEC. A proposta era para um reajuste de 21% dividido em quatro anos. Segundo a direção do SINDIFPI, o reajuste proposto não cobre as perdas salariais, que chegam a 27,3%. O movimento grevista do IFPI foi deflagrado em 28 de maio. Dos 17 campi no Piauí, 13 estão sem aulas. Os números apontam uma adesão de 80% do corpo docente. 

O reajuste proposto seria dividido em 5,5% em janeiro de 2016, 5,75% em janeiro de 2017, 4,75% em janeiro de 2018 e 4,5% em janeiro de 2019. Patrícia Andrade, da direção do SINDIFPI, disse que as perdas com a inflação só neste ano já beiram os 10%. “Com o cenário atual, não podemos imaginar que a inflação irá perder força. O reajuste proposto não cobre as perdas”, informou. 

Segundo a direção do SINDIFPI, a rede de ensino do IFPI congrega mais de mil professores, entretanto, este número não é suficiente. A defasagem no número de professores é maior nos cursos de humanas, em especial, nas disciplinas de Filosofia e Sociologia. A carga horária desses profissionais é de 18 a 20 horas semanais,  o que deixa algumas turmas sem atendimento.  “O corte no orçamento da  pasta de Educação já reflete no IFPI. Já estamos no mês de julho e ainda não temos um orçamento para aprovado.  A direção está escolhendo o que pagar no mês. Além de viagens suspensas por falta de diárias, além de reformas estruturais que foram adiadas. O corte de R$ 9,4 bi não condiz com o incentivo dado ao Agronegócio, por exemplo, que foi R$ 120 bi”, informou Patrícia.  

Lorrayna Santana, estudante do primeiro ano em saneamento ambiental, disse que se solidariza com o movimento. “Eu me alio à luta do professor. Ela também é minha luta. Faço parte porque eles estão lutando pelo meu futuro, pela minha educação”. O professor de português Francisco José de Sousa, disse estar preocupado com a greve. “Todo professor fica preocupado com a greve. É a última alternativa. O sindicado optou por esta ação porque não obtinha nenhuma resposta do MEC. O MEC não recebeu os professores e como não recebeu, o movimento de greve foi deflagrado. É uma medida dolorosa, tanto para o corpo docente quanto para os discentes. Quem perde muito é o alunado, principalmente os de 3º e 4º ano que vão fazer o Enem”, finalizou.

Fonte: Portal Vooz